Rio Grande do Norte
Ministério Público do Rio Grande do Norte cria relatório contra Policiais Antifascismo e os ameaça com processo.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Policial Antifascista. Foto: Pedro Chê/Página do Facebook
Policial Antifascista. | Foto: Pedro Chê/Página do Facebook

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Rio Grande do Norte (Gaeco-RN), a pedido do Promotor de Justiça Beetoven Ribeiro Agra, criou um relatório contendo informações de vinte Policiais Militares, dois Policiais Civis e um bombeiro que fariam parte de uma organização de Policiais Antifascismo.

Diferentemente do dossiê do Ministério da Justiça, que foi feito como trabalho de “inteligência”, o caso do RN aparenta ser ainda mais grave, pois trata-se de uma ação do Ministério Público com o claro intuito de abrir processo interno contra os servidores. Isto fica bastante óbvio ao observar-se, no relatório, menção de “apologia de autor de crimes” por apoio dos “investigados” ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Gaeco-RN também enxergou prática criminosa um Policial Civil ter entregado uma camiseta da organização a ex-presidenta Dilma Rousseff. Este fato, por si, já invalida o relatório como um todo, pois mostra que os autores do relatório exerceram atividade tão ou mais “político-partidária” do que os Policiais ditos antifascistas.

A ação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN) trata-se de atitude policialesca, com o intuito não somente de perseguir e prejudicar pessoas por sua visão política, mas de coagir toda e qualquer atividade que desagrade a visão (bastante) política do MP-RN. Tem-se aí uma ação puramente política e não jurídica.

O caráter político do processo fica ainda mais saliente se observada a atitude que a própria Promotoria teve em relação a relatório feito pela Central de Inteligência da Polícia Militar sobre as manifestações do Dia do Exército, quando apoiadores de Bolsonaro reinvindicaram fechamento do STF e do Congresso. Nesta ocasião, o Promotor manteve o relatório sob sigilo e, ao invés de investigar o ocorrido como agora o faz contra os Policiais Antifascistas, simplesmente o remeteu à Procuradoria Geral da República (PGR).

O que torna ainda mais crítica a situação foi, no relatório da Gaeco-RN sobre os Policiais, haver informações como endereço e outros dados pessoais dos servidores, pois estes não estão dispostos em redes sociais. Diferente do que foi propagandeado pela Gaeco-RN, houve acesso a informação destes servidores por meios que não os abertos ao público.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas