Rio de Janeiro
Na quarta-feira (01), o Rio de Janeiro registrou 6.618 óbitos pelo Covid-19. A reabertura da economia vai significar a explosão do contágio e das mortes.
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Pessoas caminhando pelas ruas do Rio de Janeiro | IVAN SAMPAIO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO/02-06-2020

O Observatório do Fluminense do Covid-19 divulgou dados que apontam para a situação alarmante e descontrole total da pandemia no município do Rio de Janeiro.  Na quarta-feira (1), o Rio chegou na marca de 6.618 óbitos confirmados em virtude da doença, com 1.047 mortes por milhão de habitantes.

A capital fluminense apresenta, sozinha, um índice de letalidade maior que o Reino Unido (647), Espanha (607) e Itália (575), países europeus desenvolvidos fortemente assolados pela pandemia. Se o Rio fosse um país, ficaria em segundo lugar no mundo em relação à letalidade, atrás apenas do pequeno país de San Marino, que tem 33 mil habitantes.

O índice de letalidade da cidade do Rio de Janeiro é de 8,75%, a maior do país. Especialistas da área médica afirmam que a falta de testes, a subnotificação crônica e a falta de assistência médica aumentam ainda mais as chances de óbito pelo Covid-19. A média nacional de óbitos pela doença é de 4,3%.

Os problemas na política de saúde são apontadas como o principal motivo da alta taxa de letalidade. Há ausência de leitos, muita demanda, em especial na baixada fluminense, e baixa qualidade do serviço público de saúde. Faltam equipamentos, médicos e enfermeiros.

Pesquisadores da área de saúde pública da UFRJ explicam que não é a hora de reabrir as atividades econômicas. A retomada vai acarretar no aumento do número de contágios, uma vez que a situação da pandemia está longe de um patamar seguro. No transporte público, marcado pela superlotação, o vírus encontra um local extremamente propício para se espalhar, mesmo que os passageiros utilizem a máscara.

Em meio à pandemia, o prefeito Marcelo Crivella e o governador Wilson Witzel anunciaram a retomada das atividades e a volta às aulas no mês de julho.

A burguesia busca pressionar os governos para que estes procedam à retomada das atividades, mesmo que isso signifique uma explosão dos casos e mortes pela pandemia.  Para ela, o que está em jogo são seus lucros e negócios. Os trabalhadores e suas famílias são descartáveis, e, devido ao contingente de desempregados, são fáceis de substituir. Inclusive, a burguesia utiliza-se do contexto crítico para avançar na retirada de direitos sociais e trabalhistas e impor um regime de trabalho com salários mais baixos, jornadas mais longas e desregulamentações dos direitos trabalhistas.

A reabertura no Rio de Janeiro vai significar a promoção de verdadeiro genocídio por parte das autoridades. Trata-se de administrar o morticínio da população, de forma a debelar possíveis revoltas.

 

 

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