Exemplo a ser seguido
A greve contra o retorno das aulas presenciais é o caminho a ser seguido contra a política de morte dos capitalistas e dos governos
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Política de reabertura das escolas em meio à pandemia revela o caráter assassino dos capitalistas | Foto: Reprodução

Os professores dos colégios particulares do Rio de Janeiro decidiram, em Assembleia “virtual” ocorrida nesta última sexta-feira 3, manter a greve da categoria diante da imposição do retorno das aulas presenciais por parte dos donos das escolas privadas e também do governo do estado.

A volta às aulas foi liberada nas escolas particulares no último dia 30 de setembro. De acordo com os dados do Sindicato de Escolas particulares do Rio, cerca de 20% das escolas retornaram às atividades. Os docentes decidiram então entrar em greve contra a política de morte por parte dos empresários.

A política de retorno às aulas presenciais é uma orientação geral da burguesia nacional e internacional. Esta política se expressa, por exemplo, na propaganda em prol do retorno às aulas presenciais nos principais jornais burgueses do país, na imprensa golpista de maneira geral.  Os governos, todos eles, falam abertamente que é preciso reabrir as escolas, mesmo com a pandemia fora de controle em todo o País e mesmo com a possibilidade de tal ação causar um aumento exponencial no número de contaminados e de mortos, entre jovens e trabalhadores da educação.

Grupos de extrema-direita também têm saído às ruas das principais cidades do Brasil pedindo o retorno das aulas. São impulsionados pelos empresários do setor privado que preferem manter seus lucros a todo custo. De maneira cínica e macabra, os governos como é o caso do Espirito Santo e São Paulo prepararam memoriais em “homenagem” àqueles professores, funcionários e alunos que morrerem por conta do coronavírus. Uma política de morte escancarada.

A cidade do Rio de Janeiro, de acordo com os dados oficiais, soma mais de 11 mil mortos por conta da doença. Apesar da demagogia por parte dos governadores e prefeitos, assim como dos capitalistas donos dos colégios privados, que haverá segurança e todos os “protocolos” deverão ser seguidos. Na realidade não qualquer garantia para os trabalhadores da educação e para os alunos, trata-se de uma verdadeira roleta russa, na qual todos estarão expostos à doença e, consequentemente, à morte.

Diversos estudos foram feitos indicando que fatalmente a reabertura das escolas levará ao aumento da contaminação e das mortes. Um deles feito pelo grupo de estudo Ação Covid-19 e a Repu (Rede Escola Pública e Universidade), o qual reúne pesquisadores de diferentes universidades do país, apontou que após 60 dias do retorno das aulas presenciais, cerca de 46% dos professores e alunos serão contaminados pela doença. O estudo levou em conta ainda o retorno de apenas uma porcentagem dos alunos, 35%, conforme prevê, por exemplo, o “protocolo” estabelecido pelo governo tucano de São Paulo.

Diante deste quadro a ação dos professores das escolas particulares do Rio de Janeiro é o caminho a ser seguido por todos os educadores do país. Diante da política de morte dos capitalistas, dos governadores e prefeitos, é necessário entrar em greve, mobilizar todos os trabalhadores da educação, além da juventude e das famílias. É necessário lutar contra também contra o chamado EAD, uma verdadeira política de ataque ao ensino e às condições de trabalho dos professores. Política esta que abre as portas para a privatização da educação brasileira.

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