Ricardo Salles mandou presidente do IBAMA liberar privatização de poços de petróleo

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O presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim contrariou o parecer técnico do Grupo de Trabalho Interinstitucional de Atividades de Exploração e Produção de Óleo e Gás – que pedia a retirada do leilão do bloco de petróleo próximos do Parque Nacional de Abrolhos devido a alta sensibilidade Ambiental envolvida na área – rejeitando o parecer,  supostamente com argumentos técnicos, reconduziu os blocos de volta ao leilão da 16 rodada de licitações (privatização) dos campos de petróleo, marcado para outubro deste ano.

Ignorando o parecer técnico, o presidente do Ibama, para atender os interesses do capital Internacional, do imperialismo de se assenhorar do patrimônio natural brasileiro, Bim não se constrange em colocar em risco o meio ambiente e povo brasileiro.

O caso, contudo é ainda mais grave, conforme revelado pelo jornal golpista e reacionário O Estado de S. Paulo, Bim agiu para atender diretamente uma determinação do Ministério do Meio Ambiente  (MMA), que pedia a reavaliação, desta vez positiva, do órgão sobre os referidos blocos de petróleo. Ou seja o Ministro do Meio Ambiente da Camarilha golpista que usurpou o poder, Ricardo Salles, no seu afã de servir o capital Internacional colocou em risco a segurança nacional para atender interesses estrangeiros, ignorando um parecer técnico para garantir o super lucro de grandes capitalistas podendo gerar catástrofes ambientais. É o cúmulo do capachismo, colocar seu povo em risco para servir interesses internacionais.

No dia 29 de Março, cerca de 10 dias após o parecer técnico, um ofício do MMA, assinado por Ana Maria Pellini, secretária-executiva do ministério, braço direito de Salles, no qual pedia a “reavaliação”, estabelecendo um prazo, dia 1 de abril, o que foi prontamente acatado pelo presidente do Ibama. É a primeira vez que se vê esse tipo de intervenção governamental criminosa sobre um parecer técnico.

O Ibama sob o governo ilegítimo de Bolsonaro torna-se abertamente um órgão para conceder licença ambiental para todo tipo de atividade do capital Internacional em solo brasileiro, em particular os campos de petróleo recentemente leiloados. A área técnica havia alertado que os quatro blocos na bacia de Camamu-Almada, na Bahia, próximos abrolhos que qualquer incidente com derramamento de Óleo atingiria todo o litoral Sul da Bahia e a Costa do Espírito Santo.

Bim ainda recomendou a privatização do bloco Jacuípe e Sergipe-Alagoas , que  sob avaliação técnica. As áreas somadas totalizam 29,3 mil quilômetros.