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A farsa DCM

O incrível assassinato do perfil Coronel Siqueira

O caso Coronel Siqueira demonstrou o caráter do jornalismo do DCM: calhorda e oportunista

A fábrica de mentiras – commomedia

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Nos últimos tempos, diante da crise política, um setor da imprensa dita progressista, vem se despindo e mostrando seu caráter direitista: oportunismo, informação de baixa qualidade e calúnias. Se por um lado setores desta imprensa criticam a “tradicional imprensa” como eles falam, por outro são crias, filhos da Veja, Istoé, Folha de S. Paulo, etc. pois foram ali que aprenderam a fazer este tal “jornalismo”.

Os produtos que saíram dessa imprensa burguesa fétida não são menos fétidos. Por mais que se travestem de esquerda, de progressistas – como gostam de dizer – lá na sua essência, é o conservadorismo calhorda e vigarista que reina, do qual já fizeram e de fato são parte.     

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No ano passado, o Diário do Centro do Mundo (DCM), deste tipo que falamos acima, emitiu uma nota de falecimento do criador do personagem do Twitter Coronel Siqueira no dia 29 de novembro de 2021. Sem nenhuma base, um de seus jornalistas, Fabrício Rinaldi, publicou um artigo afirmando que teria morrido o personagem, dava detalhes da foto deste, profissão, nome e idade. Ainda mais, Fabrício do DMC diz ter conversado com a suposta viúva do Sergio Vicente Liotte, que lhe dava os detalhes, Patrícia Liotte.

A reportagem do DCM, em uma especulação sem precedentes, publicou uma suposta foto do verdadeiro Coronel Siqueira:

A reportagem se “preocupou” em dar detalhes do enterro de Sérgio, o então Coronel Siqueira:

O velório será dia 30, das 10h às 13h, no cemitério Jardim Avelino, na Caetano Pimentel do Vabo, 74 – Jardim Avelino, São Paulo.

E publicou um áudio da viúva de Sérgio, que dizia que o marido era o Coronel Siqueira:

Áudio de Patrícia Liotte, que dizia o marido ser dono do perfil Coronel Siqueira.

Mas o que poderia ser uma matéria com algumas passagens falsas – o que já seria uma tragédia –  não se tornou apenas um mico jornalístico, mas de fato uma expressão real do DCM: produzir conteúdo falso, caluniar, cancelar e se aproveitar de qualquer fato para defender a esquerda pequeno burguesa e a seus aliados da direita. De fato uma prática lavajatista típica da direita golpista. Um fato que não se esconde mais.

A Resposta

O então criador do personagem Coronel Siqueira relata que sua mãe e amigos, logo começaram a lhe enviar mensagens preocupados com a situação, visto que a sua morte era anunciada até pela suposta viúva deste. O dono do perfil do twitter Coronel Siqueira, que já havia publicado na Carta Capital, é por lá que responde ao DCM:

“Impressionado pela loucura dos bolsominions e por tudo que estava acontecendo, um dia tive a ideia de criar um Twitter satírico. “Siqueira” foi o primeiro nome que me veio à cabeça. Para o nome de Twitter, escolhi “direitasiqueira”, uma homenagem ao “grande” Sérgio Camargo, cujo username é @sergiodireita1.” Ou seja, seu nome não é Sérgio muito menos de sobrenome Liotte.

Primeiras publicações do perfil Coronel Siqueira logo após as acusações de falecimento dele feitas pelo DCM.

“Se isso foi uma piada, foi de muito mau gosto. Se foi uma tentativa de jornalismo, pior ainda.” Coronel Siqueira

Siqueira, na sua matéria na Carta Capital, afirma que mandou um e-mail para Marília do DCM e não obteve nenhuma resposta, ao contrário do que fala Kiko Nogueira na live especial que fez com a “viúva do personagem”. O fato fica mais absurdo quando Siqueira entra em contato com o autor da reportagem, Fabricio Rinaldi, afirmando que estava vivo e obtém a seguinte resposta, nas palavras de Siqueira:

“Ele (Fabricio) surrealmente me respondeu que não, que ele tinha passado a tarde checando as informações e que, sim, o autor era o tal do Sérgio, que morreu. Ficou insistindo em falar comigo por telefone, ao mesmo tempo que uma jornalista da Fórum entrou em contato pedindo meu CPF. 

Eu disse várias vezes que eu era o único autor. A situação foi virando uma mistura de Kafka com Black Mirror. Tinha alguém me acusando de, bem, não ser eu mesmo.”

Na matéria, Siqueira acrescenta:

“Desliguei a live na hora (citando a live do Diario do Centro do Mundo) que a moça falou que a foto era de um tio. Ali vi que era realmente tudo uma farsa rocambolesca. A foto do Siqueira foi tirada de um site chamado thispersondoesnotexist.com. Foi criada por Inteligência Artificial. Obviamente não era um tio de ninguém.”

E faz uma conclusão:

“Acho curioso que o DCM tenha resolvido lutar essa luta de tomar essa conta de mim e dar para outras pessoas cuidarem. Quem quer cuidar da conta do Coronel Siqueira, afinal? E porque tanta energia para tentarem tirar essa conta de mim, que sempre fui o único dono? E quem quer gerenciar a minha conta agora? E por que?”

Mesmo que o personagem Coronel Siqueira tenha negado através das suas redes sociais que não estava morto, o DCM abriu uma live com Kiko Nogueira, Pedro Zambarda, Fabrício Rinaldi e a então suposta viúva Patrícia Liotte. Na live pediram explicações, sem sentido nenhum, e Kiko Nogueira ataca Siqueira pedindo que ele entre em contato ou passe seu CPF – como havia solicitado feito a fórum – para que eles analisassem, caso contrário seria desacredita.

Mas como assim? A jornalista da Revista Fórum, de propriedade de Renato Rovai, e o ex-jornalista da Veja, Kiko Nogueira, o ghostwriter de Carla Zambelli, Pedro Zambarda, atuando como jornalistas querem remover um dos maiores direitos que é possível na internet: o direito ao anonimato. Ou seja, desejavam impor uma ditadura onde eles fazem a acusação e você é obrigado a se defender mesmo tendo o direito do anonimato? Nem na legislação cruel brasileira você é obrigado a informar ou andar com o número do seu documento. Nos Estados Unidos, uma lei da herança democrática americana, é proibido empresas armazenarem o equivalente ao CPF americano. Agora o DCM vem exigir a comprovação deste documento como se fosse polícia?

Só em uma ditadura você seria obrigado a passar seu CPF para um órgão de imprensa verificar algo que está lhe acusando. O DCM é a nova lavajato da esquerda.

Siqueira coloca pontos importantes sobre a questão, no seu texto:

“Se o DCM fez uma acusação de “roubo de conta”, o DCM não deveria provar antes de exigir que eu me defendesse? Viramos uma esquerda lavajatista, agora? Eles ficaram exigindo que eu provasse que a conta era minha e que eu não tinha roubado, mas não deveriam ser eles que deveriam provar que roubei algo? 

…Por que tanto interesse em conseguir o login e a senha do Twitter? Quem quer continuar gerenciando minha conta? Por que o DCM entrou com tanta veemência nessa história? Por que escolheram um lado tão rapidamente? O Kiko, a Marília, o Pedro, a Sara e o Leandro estão cansados de me ver nos chats, superchats do DCM. Por que me atacar como um inimigo de uma hora para outra? 

Achei estranho que, na noite da morte do marido da suposta viúva, sua principal preocupação fosse ir a uma live de internet falar sobre uma conta de paródia, que supostamente pertencia ao marido dela.

Vocês criticam a direita por questionarem a sexualidade do filho do Super Homem mas questionam a morte de um personagem que nem existe, escutando teorias furadas de alguém que ouviu falar que sei lá quem era o Coronel Siqueira. A boiada passa, Bolsonaro destrói o Brasil e o DCM faz uma live inteira sobre um assunto tão irrelevante. E a internet embarca. Nessas horas eu entendo 2013. Eu entendo o golpe. Eu entendo o Bolsonaro ter sido eleito. A esquerda Brasileira tem muito o que aprender ainda.”

Os interesses

Muito se sabe que o perfil do Coronel Siqueira no Twitter apreciava e apoiava as posições do Partido da Causa Operária. Simplesmente ver as posições do perfil Coronel Siqueira já nos passa uma ideia clara da influência. Contudo o mais interessante e intrigante da história é que no dia 19 de novembro de 2021 Kiko Nogueira afastou Rui Costa Pimenta do DCM, pelas denúncias contra a esquerda imperialista, quando divulgamos os artigos da ligação estreita de Boulos com o IREE e elementos diretos do golpe de 2016. Exatos 10 dias depois, a revolta deste canal se vai contra o perfil Coronel Siqueira, um simpatizante das ideias do partido. Os fatos são correlacionados pelo tempo e crise e pelo interesse em defender o imperialismo dentro do Brasil. 

O caso caiu no esquecimento, a viúva que nunca chorou, não chora mais, contudo a política direitista de agressão do DCM não para. Kiko Nogueira e Pedro Zambarda, infiltrados da direita na esquerda, de fato, fazem agora o que mais sabem e aprenderam a fazer: caluniar sem provas e servir de apoio para o maior inimigo dos trabalhadores: o imperialismo norte-americano.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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