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Reunião de representantes da APEOESP de Assis aprova por unanimidade moção contra a prisão de lula e o golpe militar
Reunião de representantes da APEOESP de Assis aprova por unanimidade moção contra a prisão de lula e o golpe militar

Nesta última sexta-feira ocorreram em todas as subsedes do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo, a APEOESP, as reuniões de representantes de escola. As reuniões são uma preparação para a próxima assembleia da categoria, marcada para o próximo dia 8 de março, dia internacional de luta da mulher trabalhadora.

Em Assis, a reunião de Representantes aprovou de maneira unânime duas moções referentes a questões centrais no país no atual contexto, a iminência do golpe militar e a prisão do ex-presidente Lula. Os professores deixaram claro seu repúdio ao avanço e a ameça dos generais do Exército, a intervenção militar no Rio de Janeiro, e se posicionaram contra o golpe militar. Também se colocaram totalmente contrários à perseguição contra o ex-presidente Lula,  e aprovaram uma moção contra a prisão de Lula, principal liderança popular e do movimento operário do país.

Chamou a atenção durante a reunião, no entanto, o posicionamento dos setores da esquerda-pequeno burguesa, os quais nesse momento fazem coro aberto com a direita à favor da condenação de Lula e do golpe de estado. Uma representante de um pequeno grupo dessa esquerda, chamado de LPS, ligado a burocracia sindical do Sindicato dos Correios de Minas Gerais, se colocou abertamente contra a moção em defesa de Lula e contra a campanha que os companheiros do Partido da Causa Operária, dos Comitês de Luta Contra o Golpe, e da base do Partido dos Trabalhadores vem fazendo em defesa de Lula, por meio da panfletagem e da colagem de cartazes em todos os locais no país, inclusive no Rio de janeiro, onde já foram colados mais de 4000 cartazes e distribuídos milhares de panfletos.

De acordo com a representante da LPS, fazer uma moção contra a prisão de Lula, colar milhares de cartazes e panfletar milhares e milhares de panfletos “não adianta nada”. Para esse grupo, assim como para todos os setores da esquerda pequeno burguesa, que até agora não moveram uma palha para denunciar o golpe, a perseguição contra Lula e o avanço do golpe militar, a saída seria ficar paralisado e não enfrentar a direita, ou seja, aceitar o golpe, uma completa e total capitulação para os golpistas.

É preciso denunciar ainda a frente estabelecida entre esses setores da esquerda-pequeno burguesa e a própria direita. Ao atacarem aqueles que estão se mobilizando efetivamente contra o golpe, tais alas da esquerda servem única e exclusivamente como correias de transmissão da política dos golpistas, como Sérgio Moro e o próprio imperialismo, contra toda a esquerda que está, na prática, na luta contra o golpe.

É necessário, portanto, fazer o oposto do que tais grupos da esquerda-pequeno burguesa pregam, que nada mais é do que prostração. É necessário intensificar a campanha contra a prisão do ex-presidente Lula e contra o golpe militar por meio da colagem de milhares e milhares de cartazes e distribuição de panfletos em todas as cidades do país. Somente a mobilização nas ruas, nos bairros, fábricas , e escolas pode impor uma derrota ao golpe de Estado.