Bundesliga
Pressão capitalista coloca jogadores e profissionais do esporte sob risco de contágio.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
estadio_alemanha_bundesliga
Foto: Flickr/Falco Ermert Licença: CC BY 2.0 |

O futebol retornou. A pressão dos capitalistas foi tamanha que a Bundesliga, o campeonato nacional alemão, voltou mesmo antes do controle da pandemia. Isso já era esperado por quem acompanha este Diário.

Os capitalistas transformaram o futebol em um negócio, um mero produto. Por isso, estavam indóceis pelo retorno.

Portanto, criaram “protocolos” para a execução dos treinamentos e dos jogos. A primeira medida foi retirar os torcedores do estádio. Para o leitor mais desatento, faz sentido a decisão. Entretanto, quando observada a luta que a burguesia vem travando, no mundo todo, contra a presença das massas nos estádios, promovendo a gentrificação do futebol, os jogos sem torcida são, nada menos, que o uso da pandemia a favor dos interesses da burguesia.

Há uma série de medidas que deixam os observadores em dúvida se há idiotia, demagogia pura ou a mistura de ambas, como o uso de máscaras durante o aquecimento. Alexandre Pato, jogador do São Paulo, em sua conta do Twitter questionou se, na partida entre BVB e Schalke os jogadores usariam máscaras. Obviamente, que não! A partida transcorreu normalmente, sem máscaras.

Isto escancara que estes protocolos inventados não passam que regras “para inglês ver”. Os jogadores e demais profissionais dos clubes continuam expostos à doença. Enquanto isso, cartolas, patrocinadores e dirigentes das emissoras continuam em isolamento.

A realidade do futebol é similar à das grandes massas. Os jogadores, mesmo que alguns tenham altos salários, são obrigados a se exporem, assim como carteiros, operários de fábricas, entregadores de comida, atendentes de call centers e outros no exercício de atividades nem um pouco essenciais.

A Alemanha é utilizada como laboratório do retorno do futebol, pois o país tem estrutura e organização bastante superior ao restante, mesmo que, ainda assim, não consiga controlar a pandemia de maneira satisfatória. Em um futuro breve, a experiência será transplantada para outros países. A diferença é que os demais países, especialmente os de economia atrasada, como o Brasil, não possuem nem de perto a estrutura e os recursos da Alemanha.

Por conseguinte, é de esperar-se que as burguesias nacionais esqueçam a diferenças materiais entre os países e usem a Alemanha como exemplo absoluto. Por isso, até que o retorno ocorra nos demais centros, a imprensa capitalista será completamente omissa a possíveis problemas na Alemanha, como aumento do número de atletas infectados. Tudo para dar suporte ideológico ao retorno dos campeonatos, mesmo que tudo não passe de mentira.

O futebol será utilizado, de certa maneira, para conter alguma revolta da população, dando um ar de “normalidade”. Já é de se esperar uma enxurrada de selfies, postagens em redes sociais e hashtags sobre torcer em casa, um verdadeiro festival macabro e doentio. Operadoras de televisão por assinatura terão época de fartura em meio à desgraça.

A realidade mostra que o capitalismo subverte tudo que toca, pois ele transforma os esportes, que possuem grande significado cultural para a humanidade, em um produto vazio e feito apenas para dar dinheiro. É necessário que o povo lute contra isso, a favor do esporte do povo e para o povo, somente.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas