Genocídio nas favelas do Rj
Na última quarta-feira (07/10), moradores do Morro dos Prazeres (localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro/RJ) relataram um intenso tiroteio causado por operação policial
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Polícia Civil do Rio de Janeiro em operação | Foto: Glaucio G. Martins

Na última quarta-feira (07/10), moradores do Morro dos Prazeres (localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro/RJ) relataram um intenso tiroteio, que também atingiu comunidades vizinhas. Pelo menos um morador foi morto durante o conflito.

 

A Polícia Militar informou que equipes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) atuavam na área e entraram em confronto com supostos criminosos por volta das 6hs da manhã. Houve pedido de reforço e o tiroteio se intensificou.

 

Moradores de outras localidades da Zona Norte e da Zona Sul do Rio de Janeiro relataram ouvir as rajadas de tiros disparados durante a ação policial.

 

Polícia do Rio de Janeiro braço armado do genocídio da população pobre do Rio de Janeiro

 

Em maio deste ano, portanto em meio ao período de crise causada pela pandemia de COVID-19, dois eventos tomaram os noticiários do país, em 18 de maio o assassinato do menino João Pedro Mattos, de 14 anos, e em 20 maio, o assassinato de João Victor Gomes da Rocha, de 18 anos. Ambas ocorreram durante um período de intensas operações policiais, que dias antes haviam deixado 13 mortos no Complexo do Alemão.

 

Após isso, o STF proibiu a realização de operações policiais nas comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia. Essa proibição causou a queda de 76% no número de mortes causadas por agentes policiais, em relação ao mesmo período de junho/julho de 2019.

 

Deve-se ressaltar que essa proibição não foi revogada até o momento, porém as forças policiais do Rio de Janeiro continuaram a realizar operações nas comunidades, desafiando ordem judicial.

 

A farsa do combate ao tráfico

 

A principal justificativa para as operações policiais são o combate ao tráfico de drogas, nada mais que uma farsa para esconder o genocídio promovido contra as comunidades pobres do Rio de Janeiro e ampliar o controle de áreas pelas milicias que dominam o Estado.

 

As operações promovidas pelas forças policiais do estado do Rio de Janeiro nada mais são do que genocídio dos trabalhadores pobres. Os verdadeiros bandidos, encalacrados nos níveis mais altos da sociedade e poder fluminenses, e habitando os condomínios de luxo, não são incomodados, pelo contrário, são os mandantes dessas operações de assassínio.

 

O PCO denuncia diariamente esta “conversa mole” dos fascistas que tomaram de assalto todas as esferas do Brasil, a farsa da guerra ás drogas nada mais é que cortina de fumaça para encobrir o genocídio da população trabalhadora deste país. É dever de todo cidadão denunciar diariamente e lutar contra este ataque sistemático a nossa vida. Às ruas! Fora Bolsonaro e todos os golpistas que o puseram no poder!

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