Morte no trabalho
Devido ao sucateamento promovido pela economia mista que hoje administra a CPTM, um trabalhador morreu eletrocutado.
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Via Trolebus. |

O ano de 2020 já começa com tragédia para a classe operária: um técnico de manutenção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de São Paulo morreu na madrugada dessa quinta-feira (2) após ser atingido por descarga elétrica.

O ferroviário é Robson Eduardo Gomes, que trabalhava em área de manutenção perto da Estação Júlio Prestes. Após o acidente, o trabalhador foi levado à Santa Casa de Misericórdia, onde morreu.

Esse ocorrido acontece por causa das péssimas condições de trabalho na CPTM, que está cada dia mais sucateada, não havendo materiais de prevenção à acidentes. Os trabalhadores ficam expostos à própria sorte, uma vez que direita golpista fica procurando acabar com regulações, piorando a situação do perigo em determinados trabalhos.

As condições dos trabalhadores sempre foram ruins, mas com o golpe de 2016 e seu aprofundamento com a ascensão de Jair Bolsonaro, as condições pioraram muito, principalmente por causa do “exército de reserva” que vem aumentando a cada dia e também do fim dos direitos trabalhistas.

Diante de mais uma morte, os trabalhadores devem lutar pela redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais e pelo aumento das regulamentações para trabalhos perigosos.

Somente a mobilização dos trabalhadores vai reduzir a mortes de outros. Os trabalhadores deve pedir o Fora Bolsonaro e a estatização total da CPTM.

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