Estados Unidos
Imperialismo ainda não conseguiu decretar oficialmente a vitória de Joe Biden, o que mostra o fracasso da operação em favor do democrata
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Joe Biden | Foto: Bastiaan Slabbers/NurPhoto via Getty Images

Neste sábado (7), completam-se quatro dias desde o fim das eleições presidenciais norte-americanas. Mesmo assim, até o início da manhã, o resultado ainda não havia sido divulgado. A demora na apuração dos votos não é exatamente uma novidade, visto que, nas eleições de 2000, os norte-americanos tiveram de aguardar mais de 30 dias para conhecer seu novo presidente. No entanto, quase sempre, essa lentidão na contagem dos votos está relacionada a uma crise no interior do regime político.

No caso de 2000, o resultado demorou tanto a ser publicado porque o imperialismo fraudou as eleições, de maneira muito pouco discreta, para favorecer a candidatura republicana de George W. Bush em relação à candidatura democrata de Al Gore. Graças à fraude, o imperialismo conseguiu impor um dos governos mais odiados e genocidas de sua história recente, responsável por um avanço do militarismo, pela perseguição cruel aos inimigos dos monopólios em todos os continentes e por uma dura repressão contra seus próprios cidadãos.

Neste caso, a fraude, cada vez mais evidente, serve para beneficiar a candidatura de Joe Biden, o nome oficial do imperialismo para as eleições norte-americanas. Biden é, inclusive, apoiado pela família Bush, bem como pela esmagadora maioria dos bancos e dos financistas de Wall Street, pela CIA e pelas agências de inteligência e pela indústria armamentista. O apoio do imperialismo é tamanho que até mesmo as empresas que geram as redes sociais saíram em campo para atacar o atual presidente norte-americano, Donald Trump. Nas vésperas das eleições, o Twitter passou a advertir seus usuários de que as publicações de Donald Trump poderiam ser mentirosas. Não bastasse toda essa campanha, outra prova de que a candidatura de Biden é a candidatura oficial do imperialismo é a maneira como a imprensa burguesa brasileira tem tratado as eleições norte-americanas: com um verdadeiro fanatismo em prol do democrata.

Pondo tudo isso em vista, somado ao fato de que bilionários investiram grandes quantias na candidatura de Biden, tornando-a pelo menos dez vezes mais cara que a candidatura de Trump, mostra que a disputa entre os dois direitistas não é uma disputa entre iguais. É, em grande medida, uma disputa entre Davi e Golias. Isto é, entre um setor muito minoritário da burguesia norte-americana e o imperialismo de conjunto. E, mesmo assim, o gigantesco aparato político do imperialismo não conseguiu, até o momento, consagrar a vitória de seu candidato. Nesse sentido, o impasse nas eleições norte-americanas é uma notícia fantástica para todos os oprimidos do planeta.

Isso porque o objetivo do imperialismo era falsificar as eleições a ponto de demonstrar um grande apoio popular à candidatura democrata, de modo a demonstrar um suposto apoio popular à política de rapina do imperialismo. Caso Joe Biden vencesse com larga vantagem, a política agressiva do imperialismo de liquidar o Brasil, desestabilizar a Venezuela, tentar invadir a Coreia do Norte e destruir o Estado Operário cubano encontraria menos resistência. O impasse, contudo, revela, por outro lado, uma gigantesca crise na própria casa do imperialismo. Independentemente do resultado final das eleições, o imperialismo já sai derrotado, fraco, débil. É preciso, portanto, que os trabalhadores aproveitem essa debilidade para travar a luta contra seus inimigos.

O fracasso do imperialismo é uma notícia fantástica porque, no final das contas, Joe Biden, seja diretamente, seja indiretamente, seja hoje, seja por meio de seus antepassados históricos, contribuiu para o assassinato de milhões de negros norte-americanos e pelo genocídio de inúmeros povos. Há não muito tempo, os mesmos setores que hoje apoiam Joe Biden apoiavam a ditadura sangrenta de Augusto Pinochet, no Chile, e todas as demais ditaduras na América Latina. Em um passado mais recente, Joe Biden ajudou a aprovar leis que elevaram a população carcerária para mais de 2 milhões de pessoas e esteve ao lado de George Bush no Ato Patriótico, que estabeleceu um verdadeiro estado de sítio no próprio país

Até o fechamento desta edição, Biden liderava a apuração dos votos em Nevada, na Geórgia e na Pensilvânia. Se conseguir faturar todos esses distritos, ainda assim, terá 77 votos a mais que Donald Trump, o que está muito longe de corresponder a uma vitória avassaladora. E mais que isso: tanto a Geórgia quanto a Pensilvânia estavam sendo lideradas por Trump até pouco tempo, o que aumenta a suspeita de fraude nesses distritos. Em Nevada, Trump também estava na frente durante a contagem dos votos.

O principal indício de fraude nas eleições é o voto pelos correios, que é, em si, uma aberração. O próprio Donald Trump denunciou esse mecanismo como uma tentativa de fraudar as eleições. E, certamente não por acaso, em vários estados controlados pelo Partido Democrata, houve uma “virada” de Joe Biden sobre Donald Trump, apoiando-se, sobretudo, nos votos dos correios. Em pelo menos quatro estados, Trump pretende pedir a recontagem dos votos.

Ao mesmo tempo, é preciso levar em consideração que a atual Suprema Corte conta com seis ministros considerados “conservadores”, contra apenas três considerados “liberais”. Caso as eleições sejam levadas para o Judiciário, há uma possibilidade de reversão do resultado. Além disso, até o momento, Donald Trump não convocou seus manifestantes a saírem às ruas. Contudo, se isso acontecer, a tendência é aumentar ainda mais a polarização política e, portanto, aprofundar a crise do regime norte-americano. É preciso levar em conta, inclusive, que, mesmo sob intensa fraude, Trump conseguiu comprovar que detém quase metade do eleitorado norte-americano, enquanto a base de Biden é muito artificial e heterogênea. Essa tensão cria um enorme impasse que trará grandes dificuldades ao imperialismo para legitimar sua fraude.

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