A resposta do Imperialismo não é ceder, e sim, aprofundar os conflitos

“A crise acentua os problemas da dominação imperialista nos diversos países, e como nós falamos várias vezes, a resposta natural do imperialismo, neste momento aqui, não é ceder, mas é endurecer, acentuar o conflito político para manter a situação.

Nós temos que lembrar que diante de uma nova situação de crise, o problema chave para todos os países imperialistas é como a crise vai afetar a situação política interna dos seus próprios países. Os EUA já têm uma camada de miseráveis bastante grande. Se a crise se acentua, isso daí aumenta muito, começa a ameaçar a estabilidade do próprio regime político.

Todo regime político aguenta x% de desemprego e de miséria. A partir de um determinado ponto, isso começa a se transformar em uma ação política desestabilizadora. Por outro lado, também, tem o problema da inflação. Alguns analistas que viram a questão da bolsa, falaram que um dos medos dos investidores da Bolsa de Nova York é que a política do Trump poderia criar um salto na inflação porque se trata de uma política de reativação da economia dentro dos Estados Unidos.

Em uma situação de instabilidade como esta, os países imperialistas podem extrair do Brasil, Venezuela, etc. riquezas que possam ser dirigidas para os EUA e possam conter o agravamento da situação política, da situação social interna do país. Isso trata de uma questão de vida e morte.

Uma coisa é você sendo um país metropolitano, como os EUA, acontece uma revolução num país distante, pequenininho que pode ser ruim, que pode ser grave; outra coisa é você transportar essa situação para dentro de seu próprio país, ou seja, transportar a crise da periferia para o centro. Na realidade, a crise está no centro e ela é descarregada nos países periféricos.

O que pode acontecer com o agravamento da crise é que os países metropolitanos não consigam fazer desaguar nos países periféricos da maneira como eles teriam de fazer para equilibrar a situação interna desses países metropolitanos. Daí a necessidade que teria o imperialismo de derrubar os governos nacionalistas, impor uma política totalmente favorável ao capital financeiro.

Não se trata simplesmente de que o pessoal está atrás do lucro. Pelo nível de crise capitalista mundial, trata-se de uma questão de sobrevivência. Daí o fato de que eles não arredem o pé. Eles vejam que o governo Temer tem zero de popularidade, ou seja, odiado pelo país inteiro, tem uma dificuldade enorme de encaminhar o golpe de Estado para uma situação de estabilidade, mas eles são obrigados a irem para a frente. Eles só vão recuar, se o custo for maior do que seria o custo de perder a situação. Por exemplo, se num país como o Brasil, a mobilização popular chegasse a ameaçar a se transformar em uma situação revolucionária. Então, a pessoa vai olhar e falar: “não podemos deixar que a coisa chegue nesse ponto porque senão, a perda vai ser enorme”. Ao invés de resolver o problema que eles querem resolver, vai acentuar e aumentar o problema que eles estão tentando resolver.”

Esse trecho faz parte da Análise Política da Semana que acontece todos os sábados a partir da 11h30 em São Paulo na rua Serranos, 90 a cinco quadras da estação de metrô Saúde. Para aqueles que moram longe podem assistir online a análise no canal da COTV. Assiste à análise completa no link a seguir:

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