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Assassinato de Soleimani
Resistências iemenita e iraquiana prometem vingança contra os EUA
Assassinato do general iraniano enfureceu diversos povos do Oriente Médio, que viram o ato corretamente como uma agressão à soberania da região
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Assassinato de Soleimani
Resistências iemenita e iraquiana prometem vingança contra os EUA
Assassinato do general iraniano enfureceu diversos povos do Oriente Médio, que viram o ato corretamente como uma agressão à soberania da região
Soleimani era um dos principais agentes do Irã no apoio a grupos armados. Foto: Tasnim News Agency
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Soleimani era um dos principais agentes do Irã no apoio a grupos armados. Foto: Tasnim News Agency

Da redação – Grupos armados de resistência ao imperialismo no Iêmen e no Iraque declararam que irão fortalecer suas atividades para se vingar dos Estados Unidos após o assassinato do general Qassem Soleimani pelas forças armadas norte-americanas na madrugada desta sexta-feira (03), em Bagdá.

A organização popular iemenita Ansarollah, que luta desde 2015 contra a invasão saudita ao Iêmen, afirmou que tal agressão não foi somente contra o militar iraniano, mas também contra toda a população muçulmana, o “eixo da resistência” e a causa palestina.

“Washington imagina que se desfez do mártir Qassem Soleimani, mas seu sangue o perseguirá (aos EUA) mais do que nunca”, prometeu o grupo rebelde.

Por sua vez, o Hezbollah do Iraque prometeu expulsar os imperialistas norte-americanos de seu país e de todo o Oriente Médio.

“Não há dúvida de que este crime será o princípio do fim para a presença estadunidense no Iraque e na região, e uma promessa nossa. O preço desse crime será, no mínimo, destronar os EUA do Iraque e da região”, sentenciou o Movimento de Resistência Islâmica do Iraque, que integra as Unidades de Mobilização Popular, cujo segundo líder, Abu Mahdi al-Muhandis, também foi morto no bombardeio norte-americano.

O grupo afirmou também que os EUA, a quem chamou de “o primeiro Estado terrorista do mundo”, “demonstraram uma vez mais que não tratam o Iraque como um país independente”, mas “como uma base militar com a qual insulta a dignidade de seu povo e controlam suas capacidades e exercem sua dominação sobre ele”.

“Não há dúvida de que os EUA e o regime sionista (Israel) e os reinos do eixo do mal (Arábia Saudita, especialmente) pagarão o preço de suas repercussões”, terminou o comunicado.