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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou nesta quinta-feira (31/01) dados sobre o desemprego no ano de 2018. De acordo com a pesquisa houve uma queda no desemprego com relação à 2017 de 12,7% para 12,3% da população. Ou seja, uma queda de menos de 0,5%. A pesquisa indica também que o menor número de desempregados registrado foi no ano de 2014, quando o número era apenas 6,8%.

Observando melhor os números nota-se uma discrepância aprofundada pelo golpe de estado, o número de trabalhadores sem carteira assina, 11,2 milhões de pessoas, (sem direitos trabalhistas) ou que declaram trabalhar por conta, 23,3 milhões, aumentou muito. Os trabalhadores informais agora são maioria no mercado brasileiro.

Outra categoria que chama atenção é a da população “subutilizada”, 27,4 milhões de pessoas se encontram nessa categoria, onde, de fato, são desempregados que não entram na pesquisa como tal, mas como quem trabalha na informalidade menos de 40 horas por semana ou quem quer trabalhar, mas por falta de oportunidade desistiu de procurar emprego.

É claroque bico não é emprego, e que essa pesquisa não reflete a realidade. O trabalhador com direitos garantidos passou a ser minoria e o subemprego cresce a cada dia, com a precarização das condições de vida de milhões de trabalhadores.

Enquanto milhões de brasileiros vêem suas condições de vida se deteriorando, a imprensa golpista propaga a mentira de que houve uma recuperação do emprego, embora pequena. Quando o que ocorreu de verdade é que dezenas de milhões de pessoas estão desempregadas ou fazendo bicos em condições precárias, com salários menores e sem nenhuma garantia de estabilidade ou direitos.

A situação é resultado direto da política neoliberal adotada pelos golpistas a partir de 2016, onde a conta vai sempre para o trabalhador. Tal política, em pouco tempo se revelará um desastre para o povo brasileiro. Por isso se faz necessária a mobilização dos trabalhadores organizados, contra o governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, e pela recuperação dos direitos dos trabalhadores, sobretudo ao emprego e à sobrevivência.

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