Pernambuco
Biometria nos estádios de futebol será uma maneira de controlar as torcidas organizadas
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Biometria nos estádios. | Foto: Albari Rosa.

Em reunião ocorrida na terça feira, dia 25, autoridades pernambucanas retornaram à pauta do uso de biometria na entrada de estádios de futebol. O pretexto seria coibir casos de violência ocorridos em partidas do campeonato pernambucano, na prática o objetivo é intensificar a perseguição às torcidas organizadas.

Com o pretexto de coibir a violência nos estádios, as torcidas organizadas Fanáutico e Jovem do Sport, foram extintas no começo do ano, supostamente em razão de brigas que estas protagonizaram. Ou seja, em razão de um ou outro torcedor envolvido em brigas, extingue-se todo o coletivo. Essa proposta parte de um pressuposto policialesco de tornar os torcedores em suspeitos e colocando seus direitos de ir e vir em xeque.

Chama a atenção o fato de que esta pauta foi amplamente apoiada e discutida pelo alto escalão da PM de Pernambuco, logo a maior promotora de violência nas favelas e estádios, agora estaria preocupada com a violência.

As torcidas organizadas, embora não sejam enxergadas dessa maneira, são organizações populares, formadas em sua maioria por trabalhadores oriundos das camadas mais massacradas, que exercem pressão política diante de diretorias. São elas que pressionam de maneira mais coordenada o posicionamento de um grupo de torcedores sobre contratações, desempenho do time e até mesmo eleições.

Esse ataque arquitetado contra torcedores em Pernambuco encontra paralelo com o fascismo que avança no Brasil desde o golpe de 2016, onde a perseguição a organizações populares, partidos político e movimentos sociais é seu principal pilar. Ao mesmo tempo encontra paralelo com o projeto que a burguesia e as diretorias dos grandes clubes têm para a elitização dos estádios de futebol, onde o povo se torna menos do que um espectador. Lutar em defesa das torcidas organizadas, embora a esquerda pequeno burguesa ignore, é manter um dos principais ambientes onde o trabalhador se organiza e ocasionalmente coloca sua luta, como esse ano, quando organizadas de Flamengo e Corinthians lideraram atos pelo fora Bolsonaro.

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