Farsa
Burguesia mais uma vez culpa a população pelo coronavírus para esconder a completa falta de combate ao vírus pelo Estado capitalista
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Coronavirus-Covid-19 - Movimentação de ambulâncias, pacientes, enfermeiros, bombeiros e socorristas no Hospital Regional da Asa Norte, local de referência para paciebtes com a Covid-19. Sérgio Lima/Poder360 04.04.2020
Pandemia se agrava em meio à total falta de apoio do estado | Foto: reprodução
Coronavirus-Covid-19 - Movimentação de ambulâncias, pacientes, enfermeiros, bombeiros e socorristas no Hospital Regional da Asa Norte, local de referência para paciebtes com a Covid-19. Sérgio Lima/Poder360 04.04.2020
Pandemia se agrava em meio à total falta de apoio do estado | Foto: reprodução

Neste final de ano ficou evidente que a burguesia direcionou sua imprensa venal para colocar a culpa da pandemia na população. A imprensa burguesa praticamente passou todos os dias dando grande destaque e tempo a festas realizadas entre o Natal e o ano novo realizada com grande aglomeração e, inclusive, atacando figuras populares, como jogadores de futebol.

A burguesia está procurando colocar a culpa na população diante da total falta de medidas para controlar ou combater o coronavírus.

A burguesia não tomou nenhuma medida para controlar o coronavírus

A burguesia tenta de todas as maneiras evitar que fique evidente que seus governos não fizeram absolutamente nada para controlar o coronavírus ou diminuir o impacto da pandemia entre a população pobre e trabalhadora.

O país passa pela segunda onda de crescimento da contaminação e mortes em decorrência do coronavírus. E ainda maior que a primeira, apesar da manipulação dos dados apresentados pelos governos.

Nesta quinta-feira, o País contabilizou 193.940 óbitos e 7.619.970 casos da doença desde o início da pandemia e o maior número de óbitos registrados em 24 horas desde 20 de agosto. No topo da lista de mortes por covid-19 estão os seguintes estados: São Paulo (46.195), Rio de Janeiro (25.078), Minas Gerais (11.615), Ceará (9.963) e Pernambuco (9.612). Já entre os últimos no ranking estão Roraima (773), Acre (791), Amapá (913), Tocantins (1.229) e Rondônia (1.785).

Após anúncio da pandemia, burguesia não tomou nenhuma medida

A pandemia teve início na China no primeiro dia de dezembro do ano passado e se espalhou pelo mundo. No Brasil o primeiro caso registrado foi em 26 de fevereiro de 2020. Diante do anúncio da gravidade da situação e em três meses antes de registrar o primeiro caso, a burguesia brasileira e seus governos capachos não tomaram nenhuma medida para impedir a entrada do vírus e muito menos preparar um plano de apoio à população para enfrentar as consequências da pandemia.

O sistema de saúde brasileiro não tinha, e ainda não tem, as mínimas condições de atender a demanda e os leitos que foram criados durante a pandemia foram mera figuração para fazer propaganda política.

Outro ponto que a burguesia tenta esconder é que não existem profissionais de saúde suficientes para atuar de maneira adequada e com devido descanso, e muito menos materiais para dar suporte aos profissionais da saúde. Em vários momentos faltou desde aventais até medicamentos básicos para utilizar os respiradores.

Brasil prestes a ter um apagão médico

As condições que a burguesia deixou os hospitais públicos criaram um caos que está contaminando os profissionais da saúde e de apoio aos hospitais. Um levantamento sobre o número de reclamações realizadas ao Conselho Federal de Medicina mostrou que a direita sequer se preocupou em fornecer produtos básicos para o combate à pandemia.

Até maio foram mais de 17 mil reclamações e a maioria se deu a falta de produtos básicos. As principais reclamações (38,2%) foram sobre a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs). Entre estes, foram apontados problemas como a falta de máscaras N95 ou equivalentes (24,6%), avental (22%), óculos ou protetor facial (18,8%), máscara cirúrgica (16,1%), gorro (10%), luvas (4%) e luvas cirúrgicas (3,7%).

Em relação a insumos, os profissionais informaram a ausência de kits de exame para a covid-19, com 29,4% das denúncias; medicamentos, com 21,9%; material educativo, com 18,6%; exames de imagem, com 13,8%; material para uso em unidades de tratamento intensivo (UTIs), com 10,2%; e material para curativo, com 6,1%.

Entre as denúncias apresentadas, 30,8% relataram a falta de álcool em gel; 22%, a de álcool 70%; 19,3%, a de papel toalha; e 17,4%, a de sabonete líquido.

Além da falta de materiais existe a sobrecarga de trabalho dos médicos. São cada vez maiores as denuncias de excesso de trabalho, carga horária acima da prevista nas leis trabalhistas, falta de pagamento de trabalho e contaminação dos profissionais da saúde.

Burguesia usa a imprensa para culpar a população

Como vimos acima, a burguesia não tomou nenhuma medida realmente eficaz para controlar o coronavírus. Nem mesmo o isolamento social, apontado como única medida pela direita foi realizado. Setores do pequeno comércio foram fechados, mas a maior parte dos trabalhadores da indústria, do grande comércio e da agricultura continuaram normalmente suas funções. Tanto foi assim que os sistemas de transporte públicos continuaram lotados em meio a pandemia. E isso não foi porque a população está indo em festas, mas sim porque está sendo obrigada a trabalhar.

Para esconder a total ineficiência do Estado capitalista controlado pela burguesia, a direita se utiliza dos meios de comunicação para jogar a culpa nos trabalhadores e na população que continua saindo as ruas e indo a ‘festas’ e que é por isso que o coronavírus está se espalhando cada vez mais. Uma enorme farsa e manipulação.

Essa situação tem que ser colocada nas costas da burguesia que para manter seus lucros e grandes quantias de dinheiro do estado para seus cofres, precisaram estabelecer um controle dos gastos com a população onde não foi utilizado nada para combater o coronavírus. É preciso denunciar essa grave situação e só estamos vivendo uma crise sanitária e econômica porque a burguesia não quer gastar nada para controlar o coronavírus.

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