Imperialismo em crise
Com o agravamento do imperialismo estadunidense, o Estado procura reprimir, cada vez mais, as mobilizações populares que tem a potência de pôr um fim ao regime político atual.
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Ted Wheeler, prefeito democrata de Portland, Oregan. | Foto: Reprodução.

Em maio deste ano, o mundo se deparou com uma cena brutal em Portland, Oregon. George Floyd, homem negro de 46 anos, foi assassinado pela polícia do estado, sendo sufocado por mais de 9 minutos enquanto permanecia deitado no chão. Após esse acontecimento, a população norte-americana se revoltou e foi às ruas, exigindo a dissolução da polícia e, até mesmo, a própria revolução.

Como qualquer movimento, houve um período de refluxo no qual as manifestações esfriaram, principalmente devido à falta de centralização política e, acima de tudo, pela desmobilização promovida pela esquerda pequeno-burguesaque no momento se coloca a reboque do candidato à presidência Joe Biden. Todavia, o povo tomou as ruas mais uma vez nessa última semana, com novos protestos emergindo dentro de Portland.

No começo, as manifestações foram marcadas por uma forte repressão policial, com Trump, inclusive, acionando os militares, que ocuparam as ruas e reprimiram duramente a população, resultando na prisão de milhares de manifestantes. Agora, não seria diferente. Mais uma vez, Trump ordenou que agentes federais tomassem conta dos protestos em Oregon, criando, inclusive, uma nova força tarefa para garantir a integridade física de monumentos e prédios pertencentes ao governo.

Por óbvio, temos visto esses agentes realizarem verdadeiras barbaridades, cometendo crimes de forma completamente escancarada. A título de exemplo, um vídeo viralizou essa semana no qual agentes dessa força tarefa prendem um manifestante e o colocam em um carro não identificado. Com isso, o próprio prefeito da cidade, o democrata Ted Wheeler, criticou a ação de Trump, afirmando ser uma grande manobra eleitoral para garantir sua eleição no final deste ano.

Dezenas, senão, centenas de tropas federais estão intensificando a situação de forma considerável. A presença deles aqui está, na verdade, resultando em mais violência e mais vandalismo, afirma o prefeito.

Ademais, o Estado de Oregon acionou um processo contra as agências federais envolvidas, acusando-os de prender os manifestantes de maneira ilegal. A própria União Americana Pela Liberdade Civil colocou a situação em Portland como uma verdadeira “crise constitucional”.

Não há nada de novo aqui. Não podemos nos surpreender pela ação das forças de Estado dos EUA. Deve ficar claro que são, fundamentalmente, um artifício para reprimir a população e impedir que a revolta se agrave, podendo resultar na própria revolução da classe operária. A maior potência imperialista do mundo não pode deixar que isso aconteça, uma vez que representaria a queda do capitalismo em seu país de maior importância.

O fato é que a crise do imperialismo se intensifica cada vez mais. Acima de tudo, é uma crise que representa a verdadeira hecatombe do regime político e, consequentemente, deve ser impedida. É por esse motivo que precisamos rejeitar qualquer tipo de saída eleitoral dentro dos Estados Unidos. Não podemos cair na falácia da esquerda pequeno-burguesa, por exemplo, de que Biden é um candidato mais favorável à Trump.

Devemos ter claro que, na atual conjuntura, não há um candidato superior. Ambos são representantes da burguesia e ambos procuram acabar com qualquer possibilidade de evolução da classe trabalhadora. É nesse sentido que a população precisa ficar nas ruas e só sair quando o governo tiver sido derrubado. A esquerda deve parar de ficar à reboque da burguesia e desenvolver um partido com uma política genuinamente operária. É a única forma de sair da presente crise de maneira minimamente aceitável. Qualquer outra alternativa representa a morte generalizada dos trabalhadores, e nada mais.

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