Representar ideias viola os “Termos” do Facebook

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Da redação – O Facebook está em campanha para interferir nas eleições brasileiras. As redes sociais na Internet acabaram servindo para que as pessoas comuns pudessem fazer um contraponto, ainda que modesto, aos monopólios capitalistas das comunicações. Agora as próprias empresas privadas responsáveis por essas redes estão tratando de bloquear esse efeito de servir para vozes dissonantes se expressarem. É o caso do Facebook, que nos últimos dias vem bloqueando em massa perfis de militantes de esquerda e simpatizantes de partidos de esquerda.

Ao tentar fazer login em suas contas, os usuários são informados de que tiveram a conta bloqueada. Ao clicar em um link para ter mais informações sobre o motivo, o usuário se depara com um texto informando os “Termos” do Facebook. Entre outras regras, o Facebook apresenta o seguinte: “As contas do Facebook são apenas para uso individual. Usar um perfil pessoal para representar qualquer coisa além de si mesmo é uma violação de nossas políticas (por exemplo, celebridades, animais, ideias, objetos etc.).”

Ou seja, segundo o próprio Facebook, a rede social não pode ser usada para expressar ideias. Geralmente a empresa ignora essa “condição”, pois grande parte de seus usuários violam esse termo. Agora essa regra está sendo aplicada em massa. O Facebook, uma empresa estrangeira, está buscando interferir no processo eleitoral brasileiro. O eleitor brasileiro já é obrigado a ver uma eleição dominada pela Globo. Agora não pode sequer expressar determinadas ideias (de esquerda) na rede social. Enquanto os EUA acusam a Rússia de interferir em suas eleições, o que é uma acusação ridícula, empresas e ONGs norte-americanas interferem nas eleições nacionais e fomentam campanhas golpistas no país.