Falência do capitalismo
Dada é um reflexo da realidade que a burguesia quer esconder: o capitalismo está em crise falimentar, que se expressa na crise do governo golpista de Bolsonaro
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extrema pobreza
O programa dos capitalistas para o povo é desemprego e miséria | Reprodução: Oxfam Brasil

Nesta quarta (23) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou a taxa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que teva alta de 0,45% em setembro, a maior da série histórica desde 2012. Os dados expressam uma parte da realidade, que o governo golpista de Bolsonaro e a imprensa capitalista golpista tentam ocultar: o capitalismo está em crise falimentar, no Brasil expressa pela crise do governo golpista de Bolsonaro.

Se por um lado os preços, do arroz ao transporte tem aumentado substancialmente, os salários foram rebaixados e a inflação está escalando. Isso resulta num ataque múltiplo contra a renda dos trabalhadores, que teve queda de R$ 1.118 para R$ 893, segundo pesquisa do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social).

Ainda segundo o estudo, a metade mais pobre da população no País perdeu 27,9% da renda, em média, caindo de R$ 199 para R$ 144! Cento e quarenta e quatro reais! O valor é insuficiente para qualquer pessoa se alimentar. Não é por acaso que o Brasil voltou ao mapa da fome.

Enquanto isso, os 10% assalariados mais ricos perderam 17,5%, indo de R$ 5.428 para R$ 4.476.

O desemprego e a taxa de ocupação também são incógnitas desta problema. A taxa de ocupação, que mede o nível de emprego no país, caiu 9,9%, mas poderia ter caído 22,8% se não houvesse a redução das jornadas. Isto mostra que a redução das jornadas garantiu que menos pessoas perdessem o emprego, mas devido a redução ter sido acompanhada da redução de salário promovida pelos golpistas, no final das contas os trabalhadores ficaram mais pobres. Por isso, inclusive, é preciso defender a redução da jornada sem redução de salário, como o PCO defende.

Se os trabalhadores ficaram mais pobres, os capitalistas ficaram ainda mais ricos

O relatório da Oxfam Brasil, “Quem Paga a Conta? – Taxar a Riqueza para Enfrentar a Crise da Covid na América Latina e Caribe”, corrobora estes dados. De acordo com ele, 73 bilionários da América Latina e do Caribe aumentaram suas fortunas em US$ 48,2 bilhões (R$ 265,5 bilhões) apenas entre março e junho deste ano! Já no Brasil, os 42 bilionários mais ricos do país aumentaram suas fortunas em US$ 34 bilhões (R$ 187,3 bilhões) no mesmo período.

A entidade ainda afirmou que “um dos motivos (sobre a nova estimativa de retração) é que os trabalhadores nas economias em desenvolvimento e emergentes, em particular no setor informal, têm sido muito mais atingidos do que em crises anteriores”.

Os dados revelam duas questões chaves que tem sido discutidas sistematicamente neste Diário. A primeira é que o capitalismo está numa crise irreversível, o desemprego em massa, a carestia, a miséria e a fome são doenças crônicas da economia capitalista. A segunda é que no Brasil, um país atrasado, que sofre de um nível de exploração ainda maior do que nos demais países capitalistas, com uma desigualdade abissal entre as classes, a extrema direita leva adiante uma política de guerra contra os trabalhadores e o povo pobre.

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