Economia da especulação
Imperialismo impõe queda de mais de 10% na renda dos trabalhadores
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"O mundo" só existe nas demagogias... na prática é a predação o que vale | Ana Carmen

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão da ONU, divulgou nesta quarta (23/9) a diminuição global de 10,7%, ou 3,5 trilhões de dólares, na renda mundial obtida com o trabalho, em comparação com o mesmo período de tempo em 2019. O levantamento diz respeito aos primeiros nove meses de 2020. Enquanto grandes corporações, como os bancos, percebem queda menor ou até aumento de lucros, recebendo “ajuda” dos cofres públicos durante a pandemia, a condição dos trabalhadores em todo mundo piora – o roubo às receitas públicas passou do trilhão de reais no Brasil, entregues de mão beijada pelo presidente golpista ao setor banqueiro.

Em meio à crise do capitalismo das nações imperialistas, que já estava instalada antes da pandemia do corona, e, na sequência, da piora do cenário causada pela propagação massiva da doença, o que percebemos é o enxugamento da renda dos trabalhadores mundialmente. A perda dos trabalhadores equivale a 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) global para os três primeiros trimestres de 2019. Ou seja, para lidar com suas dificuldades e sustentar seus regimes atolados em contradições e protestos, as economias dos países imperialistas precisam sequestrar dos trabalhadores globais um volume de dinheiro equivalente a mais de cinco por cento da produção mundial em nove meses. E isso não ocorre com um ou outro país explorado, mas globalmente. Trata-se de uma máquina planetária de roubo e opressão.

Além disso, contrariando a ideia de controle e até otimismo que os economistas celebrados pela mídia burguesa e às vezes mesmo a esquerda cirandeira tentam passar em momentos absolutamente caóticos como os que vivemos, o relatório da OIT conclui que “o fechamento de locais de trabalho continua a perturbar os mercados de trabalho em todo o mundo, levando a perdas de horas de trabalho maiores do que as estimadas anteriormente”. Esse foi o sexto relatório da instituição sobre os efeitos da pandemia no mundo laboral.

O estudo traz de forma cabal a prova da opressão imperialista: divulga que os trabalhadores das economias chamadas de “em desenvolvimento” e “emergentes” sofreram numa extensão muito maior do que em crises anteriores. Veja, não é a OIT, órgão da ONU, que é controlada pelo imperialismo, quem vai denunciar a exploração e sequestro de riquezas que sempre aconteceu no planeta. Portanto, o fato de esta organização ser obrigada a revelar que, durante a pandemia, os países explorados, e dentro deles, especialmente, os trabalhadores informais, tiveram redução mais acentuada na renda do trabalho indica o sentido do fluxo da riqueza no mundo: sempre dos países pobres para os ricos imperialistas. E aí vai pro espaço a demagogia de ocasião que alguns dos representantes das burguesias imperialistas fazem com a ideia de ajudar os países pobres.

Ainda, a OIT acrescentou que o declínio no número de empregos foi geralmente maior para as mulheres do que para os homens. Sem dizer como, ou porque isso já não acontece, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, em comunicado avalia que “assim como precisamos redobrar nossos esforços para combater o vírus, também precisamos agir com urgência e em escala para superar seus impactos econômicos, sociais e de emprego. Isso inclui apoio sustentado para postos de trabalho, empresas e renda”. “Apoio” é o contrário de cada um por si (e menos ainda ajudar os grandes), e “sustentado” quer dizer ao longo do tempo, não uma ou poucas vezes. Resta saber quando os imperialistas vão seguir as diretrizes que suas próprias organizações cinicamente determinam.

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