Destruição do Bolsa Família
A política de fome do governo Bolsonaro pretende, ainda este ano, destruir o Bolsa família e outras séries de direitos da população; em troca de mais impostos
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Renda Brasil: unir para destruir | Foto: reprodução.

Nas últimas semanas vem avançando a proposta do governo Bolsonaro chamada “Renda Brasil”. A proposta pretende “unificar” o abono-salário, o salário-família e outra série de benefícios de assistência a população mais pobre. O projeto, na realidade, é uma manobra para destruir o Bolsa Família e o abono-salarial, ao mesmo tempo que se cobre mais impostos sobre consumo de toda população. 

O intitulado “Renda Brasil” será um programa que faz uma colcha de retalhos de vários direitos distintos, do abono-salarial ao auxílio de pescadores em períodos de proibição da pesca, na intenção de fazer uma completa devastação dos direitos sociais conquistados pela população. Sob supostamente o valor máximo de R$300.  

É um objetivo conhecido dos golpistas acabar com o Bolsa Família, que acabou sendo uma marca dos governos do PT. Desde o golpe de Estado de 2016, vem sendo alvo dos governos que deram o golpe, desde Michel Temer, uma tentativa de destruição do direito à alimentação básica no País. O que deixa claro que é inadmissível para a burguesa ver uma parte da população não passando fome., tirar nem que seja de forma muito limitada o povo da miséria total. 

Além de tentar fazer demagogia social, o governo Bolsonaro quer utilizar o ataque para criar novos impostos sob o consumo da cesta básica, isto é, além de tirar mais ainda das massas trabalhadoras, quer aproveitar para tirar mais ainda. Como demonstra a declaração do vice-presidente fradulento da República, Morão, em entrevista ao jornal Fdr: 

“O ministro Paulo Guedes coloca como um substituto da desoneração da folha. Ao desonerar a folha, haveria uma oportunidade muito maior da criação de empregos formais. Eu ainda vejo mais além: um imposto dessa natureza pode ser também utilizado para reforçar o programa de renda mínima, o Renda Brasil, que vem sendo montado pelo governo.” afirma Mourão. 

Trocando em miúdos, o que o general quer dizer é que o “Renda Brasil” é uma grande oportunidade de espoliar o povo, e por isso é muito bem visto sob o olhar da burguesia. Você retira mais ainda do salário de fome da população, não garante renda nenhuma, produz novos impostos e de quebra devasta vários direitos da população mais explorada em benefício de um punhado de capitalistas. Por isso, há uma certeza muito grande de passar, sem nenhuma crise, apenas com o cartaz e choro de algum parlamentar, no Congresso. 

Do mesmo modo que a burguesia tem o lema de “dividir, para governar”, nesse caso ela usou o “unir, para destruir”. Não há ganho nenhum da população, nesse caso. O que há é um aumento dos produtos elementares para sobrevivência, como alimentação, e de quebra o fim do Bolsa Família, do salário-família e do abono-salário. É um verdadeiro escárnio da burguesia contra o povo. 

Para piorar a situação, em meio a taxa de desemprego crescente, o Ministério da Economia do neoliberal Paulo Guedes diz que há “vantagens” como receber empregado. O problema é que, como vemos com o auxílio, ninguém que precise do benefício conseguirá receber empregado ou desempregado.  A política em jogo nesse “Renda Brasil” é uma política de fome.  

De acordo com a agenda do governo golpista, a devastação passará a entrar em vigor ainda em 2020. Em novembro, no término do calendário do auxílio emergencial. É substituir um quase nada, por um duro ataque. É necessário denunciar amplamente esse verdadeiro plano de matar de fome a população em benefício de alguns poucos capitalistas. 

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