Trabalhadores pagam a conta…
Os monopólios do setor automobilístico estão sofrendo duramente a crise econômica, e buscam repassar a conta para os trabalhadores
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
3476754527_56d921d97e_k
Fábrica da Renault em Dieppe, França. | Foto: Mic

Nesta sexta-feira (29), a empresa automobilística Renault detalhou um plano de cortes nas fábricas em território francês, e que deverá eliminar 4.600 empregos. Incluindo suas filiais pelo mundo, o número total deve ser de 15.000 cortes, segundo anúncio do dia anterior.

Esse plano deve afetar fábricas em quatro regiões francesas: Caudan, na Bretanha, Choisy-le-Roi, na região parisiense, Dieppe, em Seine Maritime, e Maubeuge, no norte do país.

A Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT), um dos maiores sindicatos da França, se colocou contra esse plano garantindo que a voz dos funcionários será ouvida “por todos os meios possíveis.”

As demissões em massa atingirão 8% força de trabalho do grupo no mundo todo. Tentando minimizar o descontentamento entre os trabalhadores franceses, a empresa alega que não serão demissões diretas, mas eliminação de cargos de aposentados que não serão substituídos, mobilidade em vagas internas e demissões voluntárias.

Será que a Renault quer que alguém acredite que cargo eliminado não representa demissão? E desde quando demissão voluntária é realmente voluntária? Se alguém recebe a “sugestão” de se demitir e não adere acaba entrando no topo da lista de demissões futuras e se ninguém entrasse no programa eles demitiriam do mesmo jeito.

Além de tudo isso, o projeto de ampliar a capacidade produtiva no Marrocos e Romênia foi cancelado, e haverá diminuição na capacidade de produção na Rússia.

Na Espanha foi anunciado o fechamento de uma das três fábricas da Nissan em Barcelona. As três unidades empregam 3.000 funcionários e cerca de 20% serão demitidos.

Mas o caso que mais tem chamado atenção é o da fábrica de Dieppe, na Normadia. O prefeito dessa cidade, onde a Renault fabrica automóveis desde 1969, diz que o fechamento da unidade é algo “impensável”. O prefeito Nicolas Langlois lembra que em 2017 a fábrica foi modernizada e recebeu investimentos de € 35 milhões, e uma parte deles veio do Estado francês. Ele também denuncia que, caso a fábrica feche mesmo, o governo perderá uma filial que é essencial para os objetivos ambientais que advoga, A usina Renault Alpina de Dieppe, segundo o prefeito, é vital para o projeto de fabricação de carros menos poluidores.

No total, a economia com esses cortes todos é € 2,15 bilhões (cerca de R$ 12 bilhões).

Na semana passada o governo francês anunciou mais € 8 bilhões para ajudar as empresas do setor automobilístico, o que mostra o que já sabíamos: dinheiro dado para os capitalistas é apenas para salvar seus lucros e não para recuperar a economia. A Renault vai receber sua parte dos € 8 bilhões e mesmo assim, uma semana depois, anuncia demissões. A classe trabalhadora do mundo todo deve se levantar e exigir que todos os trabalhadores tenham sua sobrevivência garantida e que nenhum centavo seja destinado aos parasitas do capitalismo.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas