Relembre as piores torturas cometidas pelo regime militar fascista

indio tortura pau arara

A escatologia da extrema direita brasileira parece não conhecer limites. Diante de um quadro de profunda crise no governo Bolsonaro, eleito pela grande farsa que foram as eleições sem a participação de Lula,  o governo procura levantar o moral de suas tropas – nesse caso trata-se literalmente disso, de tropas – conclamando por uma comemoração nacional de aniversário do golpe militar de 1964.

Embora digam que se trata de um movimento cívico militar, ou ainda, de acordo com os mais aloprados, de uma “revolução”, a realidade é que o golpe de 1964 levou a um regime de extrema direita, com características fascistas, e que por mais de 20 anos fez com que todo o povo brasileiro vivesse um verdadeiro filme de terror. Censura, repressão e praticamente a proibição de sindicatos, torturas, assassinatos. A ditadura era tão pesada que as pessoas tinham medo até de pensar.

Para que não sejamos pegos desprevenidos diante da propaganda da extrema direita, que é muito raivosa e barulhenta, segue uma singela lista, com as piores torturas praticadas pela ditadura militar.

  1. Cadeira do dragão 

    Uma espécie de cadeira elétrica, revestida de zinco, onde os presos sentavam pelados. Terminais elétricos eram ligados à cadeira, que através do zinco aplicava choques nas partes do corpo do torturado em contato direto com o metal. Para aplicar choques na cabeça, os torturadores muitas das vezes cobriam a cabeça da vítima com um balde metálico ligado a terminais elétricos.

  2. Pau-de-arara Devemos reconhecer que os militares não inventaram o pau-de-arara, na realidade é uma das formas de tortura mais antigas do Brasil. Prende-se o torturado com uma barra de ferro, atravessada entre os punhos e os joelhos. A barra é pendurada de modo que a vítima ficava pelada e dependurada a poucos centímetros do chão. Uma vez nessa posição, que desgasta intensamente e causa muitas dores por todo o corpo, o torturado passava por toda sorte de suplícios, como choques, pancadas e queimaduras.
  3. Choques elétricos

    Uma modalidade que, como pudemos ver, era aplicada em diversas outras formas de tortura. As máquinas utilizadas geravam a eletricidade a partir do giro de uma manivela, quanto mais rápido o torturador gira a manivela, mais intensas são as descargas. Os efeitos são os típicos causados por choques elétricos, queimaduras, convulsões e inclusive o óbito. Os choques eram aplicados em diversas partes do corpo, incluindo as genitálias.

  4. Espancamentos

    Provavelmente a forma mais antiga de tortura no mundo. As vítimas sofriam todo tipo de agressões físicas, socos, chutes, pontapés, chicotadas, cacetadas. Os instrumentos são praticamente ilimitados.

  5. Soro da verdade

    Trata-se do nome dado ao pentotal sódico, uma droga injetável que induz na pessoa uma redução das capacidades cognitivas e que diminui as barreiras inibitórias. Isso faz com que o torturado fale de coisas que não falaria em circunstâncias normais. No entanto, a eficácia dessa droga é muito limitada e pode levar ao falecimento da vítima.

  6. Afogamentos

    Outra técnica que advém de eras remotas do passado. Frequentemente, os torturadores mergulham a cabeça da vítima em um balde ou tonel até o limite do afogamento. Outra forma empregada era acoplando um tubo na goela do acusado e despejando água até forçar o afogamento. 

  7. Estupro

    Mais uma técnica muito primitiva e brutal, empregada tanto em homens quanto em mulheres, e até mesmo em idosos e crianças, foi amplamente empregada pelos torturadores da ditadura militar. 

  8.  Geladeira

    As vítimas eram confinadas em uma pequena caixa, que os obrigava a ficar de cócoras, espremidos. Pelados, os torturados experimentavam temperaturas extremas, passando de um sistema de aquecimento muito potente para uma baixa temperatura, ao som de uma orquestra caótica e enlouquecedora. As vítimas ficavam geladeira por dias a fio, sem água ou comida.

  9.  Tortura psicológica 

    Além de toda sorte de agressões físicas, listadas nesta matéria, a pressão psicológica sobre os torturados era extraordinária. Pela descrição dada por alguns sobreviventes, as vítimas viviam sob o fio da navalha, sem nunca  saber se seriam mortos naquele dia ou se viveriam mais alguns dias sob tortura. Muitas pessoas foram torturadas e estupradas na frente de seus filhos, muitos dos quais, crianças. Ameaças a parentes, amigos e militantes políticos conhecidos, além da própria vida, eram a norma.

Por conta dessa lista de crimes hediondos cometidos pela ditadura militar, que certamente não abrange todo o horror provocado por este regime, os militantes do PCO estão convocando contra atos neste domingo dia 31 em todo o Brasil, para mostrar que o povo rejeita totalmente a ditadura e que ela não possui nenhum apoio popular real. Procure o ato contra o golpe militar do seu estado e junte-se a essa mobilização!