Relatório revela que índice de reclamações trabalhistas dos bancários só vem aumentando com o golpe de Estado

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Divulgados os dados do ranking de reclamações do 1º trimestre do Banco Central em relação aos bancos e financeiras, que vem sistematicamente aumentando em época de golpe.

Os banqueiros golpistas e seus governos adotaram uma política, devida a crise econômica capitalista, de terra arrasada para os trabalhadores e para toda a população. Parece contraditório os bancos e financeiras aumentando sistematicamente os seus lucros quando aumentam também o índice de reclamações dos clientes. O super lucro dos bancos é gerado com o maior nível de exploração dos trabalhadores bancários, na exploração da população que paga altíssimas taxas e tarifas bancárias, e é claro pelo o seu parasitismo financeiro estatal (o governo brasileiro transfere para os bancos com juros e amortizações da dívida pública em torno de 50% do PIB)

Os banqueiros estão reduzindo dramaticamente o número de bancários e também o número de agências, somente nos anos de 2016 e 2017 foram extintos 38.500 postos de trabalho em todo o país, com o fechamento de centenas de agências. Essa política, consequentemente, tem levado a uma piora considerável no atendimento dos usuários das redes bancárias com a falta de pessoal, a transferência dos clientes de uma agência inteira para outra devido ao seu fechamento, etc. As medidas dos banqueiros direitista de “diminuição dos custos” em cima de uma maior exploração, tanto dos trabalhadores bancários quanto de toda a população, tem elevado o número de reclamações, conforme revela dos dados do ranking do BC. Como já denunciamos neste Diário, os clientes dos bancos, devido às péssimas condições de atendimento nas agências (logicamente devido a política deliberada dos banqueiros) estão se desesperando por conta de tal política.

O que mais chama a atenção no ranking do BC é a transferência do índice de reclamações dos bancos privados, que sempre estiveram no topo da tabela antes do golpe, para os bancos públicos tendo a Caixa Econômica Federal o primeiro colocado. É um indicador do ataque sistemático que está sendo perpetrado pelos golpistas ao patrimônio público, com a política sistemática de sucateamento dos bancos públicos, com o objetivo da privatização.