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A luta em defesa do internacionalismo sempre foi uma marca do sindicato nacional dos docentes.  Em sua trajetória, o Andes sempre pautou sua atuação na solidariedade com a luta internacional dos trabalhadores e dos povos oprimidos contra as opressões e contra o imperialismo.

Contudo, a política da esquerda pequeno burguesa que controla a direção da entidade está destruindo até mesmo esse patrimônio político.

Invariavelmente em todos os congressos do Andes, vamos ter discursos inflamadas em nome do socialismo e contra o imperialismo, até mesmo a Internacional é sempre cantada com socos ao ar. No Caderno de Textos para esse congresso do Andes muita tinta foi gasta contra a “colaboração de classe”, especialmente nos assinados pelos grupos que compõe a atual direção do Andes.

Mas qual o posicionamento concreto dos grupos que compõe a diretoria do Andes diante da ofensiva golpista do imperialismo no mundo? De que lado estão diante dos golpes ou tentativas de golpe na América Latina?

A tese de conjuntura da diretoria do Andes não diz nada com nada, não somente em relação a isso, mas em relação a todas as questões. Menciona tudo de maneira abstrata, procurando não se comprometer com qualquer luta efetiva contra a direita golpista seja no Brasil ou na Venezuela. Afinal, para os diretores do Andes não existem golpes, em parte alguma, e é melhor escrever um texto cheio de “dados” e “análises” rebuscadas, mas que não indique nenhuma luta.

Chamo atenção do leitor que essa maneira, digamos peculiar, dos textos de “consenso’ da diretoria do Andes cumpre um objetivo politico importante. É uma maneira linguística de tocar nas questões cruciais de maneira superficial, através de textos vagos e supostamente de “esquerda”, no estilo ” marxiano”, mostrando pompa mas evitando o debate franco. Esse método, permiti que os grupelhos e partidos da esquerda pequeno burguesa (as diferentes correntes do PSOL, o PCB e o PSTU) possam apresentar as verdadeiras posições da diretoria de uma maneira fragmentada.

Quando questionada pela base por suas posições direitistas e golpistas , a  diretoria do Andes finge indignação e responde burocraticamente que tal ou qual política não esta escrito nas teses oficiais da diretoria. Esse matreiro jogo de esconde e esconde é facilitado pelo funcionamento burocrático e anti-democrático do Congresso do Andes, em que cada TR ou melhor cada virgula presente nas resoluções é controlada por mão de ferro pela burocracia sindical obsoleta do Andes, que foge do debate político democrático e franco como o diabo foge da cruz.

De uma maneira geral, é importante prestar atenção nos textos assinados pelos militantes que sobraram do PSTU no Andes, uma vez que é uma indicação importante do conteúdo real imposto pela esquerda coxinha no sindicato.

O leitor  poderia me perguntar por que dá importância as propostas de um partido completamente desmoralizado e rechaçado na base da categoria, que teve sua intervenção nas universidades reduzida a pó, devido ao apoio político aberto ao golpe da direita no Brasil?

Apesar de ser uma tarefa desagradável , é relevante criticar os moribundos morenistas, pois os demais parceiros do PSTU na diretoria do Andes, apesar dos inúmeros  disfarces e atenuações seguem caninamente os ditames da CSP/PSTU.

Apesar da manobra  dos diretores do Andes do PSTU não assinarem a TR53 no caderno anexo, é importante destacar que a política da CSP/PSTU de aliança estratégica com Trump é revelada no item 15 dessa TR sem mascaras:  “ Fora Maduro! Por uma greve geral organizada pela base para derrubar o governo e esse regime! Por um “venezuelaço” que unifique todas as lutas contra Maduro! “

A diretoria do Andes tem como eixo “ moral” no seu falatório a denúncia da “ colaboração de classes”, que inclusive faz parte da “ centralidade da luta” do nosso sindicato. Sendo que a  “ luta contra a colaboração de classes” serviu como camuflagem adequada para atacar a esquerda moderada como o PT, e justificando porque o Andes não lutou contra os golpistas.

A política da diretoria do Andes, no seu seguidismo ao PSTU/CSP, é não somente uma política de colaboração de classes, como é o exemplo do pior tipo de colaboração de classe. È uma política de apoio e colaboração de classes com a força mais hedionda e reacionária do planeta terra, com o imperialismo norte-americano.

Um apoiador de boa fé da diretoria do Andes poderia replicar. Mas isso é um exagero!  É uma calunia! É uma difamação! Contra os mais “ combativos” dos sindicalistas brasileiros. Onde estão as provas?

Pois bem, como já mencionei antes, precisamos ver os textos do grupo mais sectário que dá tom da diretoria do Andes, que controlam a “ central” sindical que o Andes está filiado. O “internacionalismo” da CSP é o “ Fora Maduro” ou seja uma frente única com a direita reacionária Venezuela e com o imperialismo norte-americano para derrubar o governo nacionalista.

Antes de ficarem indignados com as supostas ofensas dessa denúncia de colaboração de classes com o imperialismo, os apoiadores da diretoria do Andes e todos os filiados do Andes deveriam se perguntar o que faz o Andes na “ central” combativa do PSTU?  Haja visto que  depois de apoiar o golpe da direita no Brasil com o “ Fora todos”, que na verdade era sobretudo o “ Fora Dilma”, agora apoia entusiasticamente o “ Fora Maduro” na Venezuela? É “ combativo” fazer frente única com a direita para derrubar um governo nacionalista?

A atual diretoria do Andes, certamente a pior diretoria que a entidade já teve na sua história, pois se recusou a lutar contra o golpe de estado que ataca os trabalhadores e a universidade pública, procura vender gato por lebre, falando que luta contra a “colaboração de classes”.

É necessário esclarecer, que colaboração de classes náo é apenas colocar um politico burguês em uma frente eleitoral ou num governo de coalização, como faz a esquerda reformista, mas ao  fazer uma frente única com direita para atacar o PT, recusando-se a lutar contra o golpe é na pratica uma política de colaboração de classes. Importante entender que adotar uma politica de Fora Dilma e agora Fora Maduro é uma politica de colaboração de classes, ainda que não eleitoral.

Então, cabe outra pergunta: como uma direção “ de esquerda” tem na sua composição  apoiadores de uma política ligada ao imperialismo norte- americano na Venezuela?

A TR53 diz demagogicamente que ” caso o imperialismo invadisse a Venezuela, lutaria contra o imperialismo” e que defende ” Nem a MUD nem Maduro”, mas sabemos que isso tudo é milonga morenista, pois objetivamente são favoráveis ao ” Fora Maduro”, que na prática somente beneficia a direita e os norte-americanos.

O que faz o Andes em uma central pró-imperialista? Sem meias palavras, os delegados da base da categoria tem que se posicionar concretamente diante dessa questão no congresso do Andes em Salvador. Rejeitar integralmente a política pró-imperialista do Fora Maduro e exigir um debate para saída do Andes de uma central de faz de conta, que se revindica de ” esquerda”, mas nada mais é do que uma marionete do jogo sujo do imperialismo reacionário.

O congresso do Andes tem a tarefa fundamental de lutar em defesa da posição histórica no nosso sindicato contra o imperialismo. Não podemos permitir que os setores sectários que compõe a diretoria do Andes transformem o Andes em um mero apêndice da CSP Conlutas, uma “ central” de colaboração de classes com o imperialismo.

 

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