Rejeição popular ao neoliberalismo força recuo de Macron diante dos coletes amarelos

A protester wearing yellow vest, a symbol of a French drivers' protest against higher fuel prices, gestures during clashes on the Champs-Elysees in Paris

O presidente francês anunciou nesta terça-feira, 4 de dezembro, um recuo na política de aumento do preço dos combustíveis. Macron anunciou uma suspensão temporária de 6 meses na política de aumento de preços. O recuo do governo francês, representante direto dos bancos, do imperialismo e da política neoliberal, é uma consequência da verdadeira rebelião popular iniciada na França com os protestos dos chamados “coletes amarelos”.

O movimento dos condutores contra a subida dos preços dos combustíveis deu início a uma ampla e radical mobilização popular contra o governo, com manifestações gigantescas na capital francesa, enfrentando, inclusive, a tentativa de repressão das forças policiais, por meio das barricadas. As manifestações entraram em sua terceira semana. Nos protestos do último sábado, até o momento, 412 pessoas foram presas, 4 foram mortas, 360 estão sob custódia e mais de 100 estão feridas.

Devido a instabilidade política, Macron cogitou decretar estado de emergência. Nesta segunda-feira, demonstrando o repúdio generalizado à política neoliberal do imperialismo, cerca de 100 escolas foram ocupadas por estudantes secundaristas em apoio ao movimento dos coletes amarelos e contra as mudanças nos métodos de ingresso nas universidades francesas.

Desde que assumiu, Macron, que é obra de uma manobra eleitoral do imperialismo, vem implementando uma política de terra arrasada contra o povo francês, atacando as condições de vida da população em prol dos interesses dos grandes bancos e dos monopólios capitalistas. O recuo de Macron é uma consequência direta da reação do povo, a qual tende a se acentuar ainda mais frente a crise econômica e a crise política do imperialismo