Famílias temem volta às aulas
Pesquisa realizada pela Prefeitura de Santos ilustra o medo das famílias sobre a retomada das aulas presenciais e a necessidade da distribuição da vacina
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Primeiro dia de aula na creche Batam (Riosolidario)
Creche Batan (Riosolidario) | Maurício Pingo

A Prefeitura de Santos, no litoral do Estado de São Paulo, realizou uma pesquisa virtual com famílias dos alunos da rede municipal e estudantes do EJA (Educação de Jovens e Adultos) sobre o retorno das aulas presenciais na cidade. O resultado parcial foi divulgado pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) nas redes sociais e aponta que 80% dos pais e responsáveis rejeitam a volta das aulas presenciais.

A pesquisa contava com três formulários de questões em relação à volta das crianças às escolas e qual mês seria preferencial para o retorno de acordo com os pais. A disponibilidade para as respostas foi até a data limite de 10 de agosto, última terça-feira.

De acordo com a prefeitura, 8.186 famílias responderam à pesquisa, 80% preferem que o retorno se dê apenas em 2021 e a continuidade do ensino remoto até o fim do ano. Também foi questionado sobre a importância da distribuição das vacinas para a retomada das atividades e 70% confirmou que se sentem mais seguros para a volta somente após a vacina.

Com isso, o retorno às aulas continua em análise e só será possível com o aval da Secretaria de Saúde e demais órgãos competentes, seguindo as medidas sanitárias indicadas pelo Plano São Paulo, desenvolvido pelo Governo do Estado.

Burguesia põe em risco a vida dos estudantes

O quadro apresentado retoma o caos que se desenvolveu na volta às aulas no Estado do Amazonas, ainda neste mês, onde o desespero e descaso da burguesia com a vida dos estudantes, filhos dos trabalhadores, levou inúmeras crianças de volta às salas de aula em Manaus no pico da pandemia. A decisão irresponsável levou ao contágio do COVID-19 uma professora da escola de tempo integral Maria do Céu e atos presenciais na capital do Estado do Amazonas contra o retorno às aulas e o perigo de contaminação de milhares de crianças e suas famílias e trabalhadores da rede de ensino.

Internacionalmente, foi possível observar nos Estados Unidos a consequência da retomada das aulas em meio a pandemia sem a distribuição da vacina, onde estudos revelaram que 100 mil crianças estavam infectadas pelo novo coronavírus.

Para que isto não se repita e ganhe proporções ainda maiores, é necessária a contínua mobilização dos estudantes, jovens e trabalhadores da rede de ensino para manter crianças e adolescentes seguros dentro de casa e longe do perigo da contaminação em massa que se aproxima com a volta presencial das aulas na rede pública.

Volta às aulas presenciais somente com vacina!

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