Ditadura nas Universidades
Reitoria proibie ato #Moromente na UFF e sindicato repudia decisão
O governo brasileiro caminha cada vez mais para uma ditadura, são muitos os exemplos que deixam clara a repressão do povo e a censura, como o ocorrido na Universidade F.Fluminense.
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Ditadura nas Universidades
Reitoria proibie ato #Moromente na UFF e sindicato repudia decisão
O governo brasileiro caminha cada vez mais para uma ditadura, são muitos os exemplos que deixam clara a repressão do povo e a censura, como o ocorrido na Universidade F.Fluminense.
Direto da UFF em protesto. Foto: Reprodução
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Direto da UFF em protesto. Foto: Reprodução

Quando fala-se a respeito das reitorias nas universidades, em tese fica subentendido que as mesmas são um órgão de representação da comunidade acadêmica, logo, suas ações deveriam ir de acordo com o interesse de seus representados.

Entretanto, refletindo o estado ditatorial que se forma no Brasil, estes organismos estão na realidade tomando o mesmo caminho de todas as outras instituições, sendo dominados por uma burocracia parasitária ligada aos interesses do governo golpista, que domina e reprime todos da instituição.

Como consequência desta política, temos como exemplo o ocorrido na tarde desta sexta-feira, 20 de setembro, na Universidade Federal Fluminense (UFF), onde a reitoria decidiu por arbitrariamente suspender um evento programado para segunda, dia 23, na Faculdade de Direito.

O evento, como não poderia ser diferente, era justamente em defesa dos direitos democráticos da população, em uma campanha formada por movimentos sociais e organizações da educação, intitulada “Moro Mente”. Tendo como principal função, denunciar a ação criminosa da operação Lava Jato, o ministro da Justiça Sérgio Moro, e todos os ataques feitos a população e ao ex-presidente Lula, principal representação popular, preso há mais de um ano, vítima de perseguição política.

Revela-se assim o caráter de censura ditatorial presente na instituição, que já durante a campanha eleitoral de 2018, foi palco de atos de censura, e agora, novamente encabeçado pela reitoria, impede que seus estudantes possam ter voz.

A ação da reitoria vem junto a ameaça por parte do Ministério da Educação que, ao considerar a atividade como “político-partidária”, declara que irá responsabilizar por improbidade administrativa o dirigente da instituição.

Porém, em contraposição a censura e aos ataques contra a autonomia acadêmica, promovidos pelo Estado e a reitoria, os estudantes e organizadores decidiram por não aceitar essa intervenção, e mesmo sem o aval da reitoria, irão organizar a atividade no dia combinado.

Dessa forma, a associação dos docentes da Universidade Federal Fluminense, convoca “todas e todos ao evento #Moromente e à plenária dos 3 segmentos no dia 26!”.

Por isso, devido a estes e outros tantos ataques, precisamos estar presentes de forma organizada nas universidades, como ocorre nos mutirões de quarta-feira, realizados nacionalmente, com o intuito de mobilizar os estudantes e docentes na luta contra o governo golpista de Jair Bolsonaro.