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Da redação – Nesta sexta-feira (24), a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou sua renúncia do cargo. May deixará o cargo no dia 7 de junho, e sua renúncia é a conclusão de um longo processo fracassado de tentar negociar os termos da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o chamado “Brexit”. Em março, o acordo de May com a UE foi rejeitado pelo Parlamento pela terceira vez. A pressão então aumentou para que May renunciasse ao cargo, depois de quase três anos no governo do Partido Conservador.

A primeira-ministra anuncia sua saída no meio das eleições para o Parlamento Europeu, que acontece em todos os países do bloco europeu, inclusive no Reino Unido, que continua fazendo parte da UE. O partido de extrema-direita liderado por Nigel Farage, Partido do Brexit, é o favorito nas pesquisas. Mais um indicador importante da deterioração do regime político no Reino Unido, com o crescimento da extrema-direita diante do desmoronamento dos partidos tradicionais do regime, fenômeno que se repete em toda a Europa, embora no Reino Unido estivesse relativamente contido após o deslocamento à esquerda do Partido Trabalhista.

O Brexit foi adiado para o dia 31 de outubro. O governo continuará nas mãos do Partido Conservador, que terá que indicar um novo primeiro-ministro. Essa mudança deve apresentar um deslocamento do partido à direita, com figuras como o ex-prefeito de Londres Boris Johnson tendo grandes chances de chegar ao governo.