Futebol
“O difícil, o extraordinário não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé.” Carlos Drummond de Andrade.
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Pelé, em antológica bicicleta durante um amistoso nos anos 1960, no qual marcou três gols. | Foto: Reprodução

“O maior jogador de futebol do mundo foi Di Stefano. Eu me recuso a classificar Pelé como jogador. Ele está acima de tudo.”

Ferenc Puskas, craque da Hungria e do Real Madrid na década de 50.

 

O falecimento de Diego Maradona, ídolo do futebol argentino, levantou, novamente, a polêmica sobre o melhor do mundo, quando todos sabem que não existe polêmica. 

Pelé é o melhor do mundo, até hoje e por um bom tempo. 

Nem tem comparação, é aquele artista que revolucionou sua arte e demarca o ponto máximo de desenvolvimento deste esporte, amado pela classe trabalhadora mundial. 

O Brasil joga, e com ele, os povos oprimidos. 

Pelé, campeão do mundo em 1958, com 17 anos, chora de emoção nos braços de Didi.

Quem já não viu a alegria dos africanos com a vitória dos brasileiros?

Quem não viu Roger Milla, sambando, em homenagem ao futebol brasileiro, na vitória da aguerrida Nigéria na copa de 1990?

Mas, tem a esquerda pequeno-burguesa, aquela que odeia as práticas populares de conjunto, e o Futebol não fica de fora dessa. É gente de estufa, que observa o futebol brasileiro tal como nós observamos o críquete. O futebol sempre foi acusado pela classe média esquerdista de ser uma prática que “aliena” o trabalhador. Uma acusação de classe, resultado de um preconceito, simplesmente.

Para nós, brasileiros, o nosso futebol é uma das atividades que nos possibilita impor derrotas aos imperialistas, ou seja, motivo de orgulho, um patrimônio do povo brasileiro, e Pelé, o rei desse patrimônio. 

Eles, tão poderosos, opressores do mundo, não possuem mais copas que a gente. E três dessas taças (de cinco), foram erguidas por Pelé, dentre outros gênios, como Garrincha, e outros negros, nascidos, em sua maioria, nas

Pelé, vitorioso na Copa de 1970. Mexicanos festejaram conosco, carregaram o homem nos ombros, e a cidade simplesmente parou.

favelas brasileiras, de origem humilde. 

O que deve ser avaliado é a obra do homem, o que ele fez, e a obra de Pelé, no que ele se propôs a fazer, é fenomenal, espetacular e tem um forte apelo para todos os oprimidos, pois tem o poder de colocar de joelhos as potências que sugam o sangue da humanidade, além de colocar a inteligência em oposição à brutalidade, tão comum aos poderosos. 

Realmente não é possível entender o que se passa na cabeça de quem aproveitou a morte de Maradona para atacar Pelé. Como disse em outras oportunidades, isso é apenas um reflexo do racismo, finalmente, o negro não pode ter heróis. O negro para eles, deve, se muito, ser enforcado por seguranças particulares. E só.

Pelé, talvez o negro mais famoso do mundo, se encontra com Muhammad Ali, nos EUA, em 1977.

Quem fala tudo isso sou eu, Juliano Lopes, colunista do Diário Causa Operária, que jogou bola feito doido, do jeito que dava, e quis ser jogador profissional, mas não deu certo, fui um péssimo zagueiro. Assim, deixo vocês com alguns comentários de outros a respeito do Rei do Futebol. 

A íntegra da matéria vocês podem acessar aqui, intitulada “O Rei, pelas frases dos súditos”. 

 

 

 

 

“Filho, Deus lhe deu o dom de jogar futebol. Então, você tem a obrigação de treinar mais do que os outros.”

Dondinho aconselhando o pequeno Pelé

“A perfeição não existe, mas quem chegou mais perto dela foi o Pelé.”

Zito

“Pelé é um dos poucos craques que contrariaram minha tese. Em vez de 15 minutos de fama, terá 15 séculos.”

Andy Warhol, artista americano criador da Pop Art.

“Na cabeça de muito jogador não passa nada no momento de fazer uma jogada. Na cabeça de Pelé passa um longa metragem.”

Nilton Santos, lateral-esquerdo bicampeão mundial em 1958/1962.

“Pelé é a figura suprema do futebol. Como Garbo e Picasso, basta-lhe um só nome.”

Daily Express, jornal de Londres

“Pelé entrava em campo com corpo, genialidade, alma e coração. Ele desequilibrou o mundo.”

Gylmar, goleiro bicampeão mundial pelo Santos e pela Seleção Brasileira.

“Pelé nunca será superado, porque é impossível haver algo melhor que a perfeição. Ele teve tudo: físico, habilidade, controle de bola, velocidade, poder, espírito, inteligência, instinto, sagacidade…”

Sunday Mirror, de Londres.

“Pelé não é um rei por hereditariedade. Seu reinado não é de força nem de leis. Não foi eleito nem designado, mas reconhecido como Monarca dessa democracia ideal e universal que constitui o futebol.”

France Football

“Qual a diferença entre mim e Pelé? É simples. Eu fui craque e ele, gênio.”

Leônidas da Silva, um dos primeiros a ser comparado a Pelé.

“No momento que a bola chega aos pés de Pelé, o futebol se transforma em poesia.”

Pier Paolo Pasolini, cineasta italiano.

“Posso ser um novo Di Stéfano, mas não posso ser um novo Pelé.

Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica.”

Johan Cruyff, craque da Holanda na Copa de 1974.

“Após o quinto gol, eu queria era aplaudi-lo.”

Sigge Parling, zagueiro sueco encarregado de marcar Pelé na final da Copa de 58.

“Eu pensei: ‘Ele é feito de carne e osso, como eu.’ Eu me enganei.”

Tarciso Burnigch, zagueiro italiano que marcou Pelé na final da Copa de 70.

“Muito prazer, sou o presidente dos Estados Unidos. Você não precisa se apresentar, porque Pelé todo mundo sabe quem é.”

Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos, ao receber Pelé na Casa Branca.

“O maior jogador de futebol do mundo foi Di Stefano. Eu me recuso a classificar Pelé como jogador. Ele está acima de tudo.”

Ferenc Puskas , craque da Hungria e do Real Madrid na década de 50.

“Subimos juntos, fora do tempo, para cabecear uma bola. Eu era mais alto e tinha mais impulsão. Quando desci ao chão, olhei pra cima, perplexo. Pelé ainda estava lá, no alto, cabeceando a bola. Parecia que podia ficar no ar o tempo que quisesse.”

Fachetti, zagueiro italiano na Copa do México, em 1970.

“Jogava com grande objetividade. Seu futebol não admitia excessos, enfeites nem faltas. Ele quase não fazia embaixadas, não driblava para os lados, mas sempre em direção ao gol. Quando tentavam derrubá-lo, não caía, devido à sua estupenda massa muscular e equilíbrio.”

Tostão, companheiro de ataque na Copa de 1970.

“Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope. Racionalmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: Ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.”

Nélson Rodrigues, dramaturgo e cronista esportivo.

“Senti medo, um terrível medo quando vi aqueles olhos. Pareciam olhos de um animal selvagem, olhos que soltavam fogo.”

Overath, jogador alemão nas Copas de 1966 a 74.

“Maradona só será um novo Pelé quando ele ganhar três Copas do Mundo e marcar mais de mil gols.”

Cesar Luis Menotti, técnico campeão mundial pela Argentina em 1978. 

“O difícil, o extraordinário não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé.”

Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro.

“Em alguns países as pessoas queriam tocá-lo, em outros queriam beijá-lo. Em outros até beijaram o chão que ele pisava. Eu achava tudo isso maravilhoso, simplesmente maravilhoso.”

Clodoaldo, ídolo do Santos e campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1970.

“Cheguei com a esperança de parar um grande jogador, mas fui embora convencido de que havia sido atropelado por alguém que não nasceu no mesmo planeta que nós.”

Costa Pereira, goleiro do Benfica, sobre a derrota por 5 a 2 para o Santos na final do Mundial de 1962, em Lisboa.

“Quando vi o Pelé jogar, fiquei com a sensação de que eu deveria pendurar as chuteiras.”

Just Fontaine, ídolo da seleção da França e maior artilheiro de uma única edição de Mundial, com 13 gols marcados na Suécia, em 1958.

“Você pode estar certo, mas não sabe nada de futebol e eu vi o Pelé jogar.”

Vicente Feola, técnico da Seleção Brasileira, ao psicólogo que afirmou que Pelé era jovem demais para jogar na Copa de 1958

“O Pelé estava muito determinado a levantar a taça Jules Rimet pela terceira vez. Era como se ele soubesse que esse era o seu destino. Ele parecia uma criança esperando pelo Natal.”

Mário Américo, massagista da Seleção Brasileira, sobre o Mundial de 1970.

“O grande segredo dele era o improviso, aquelas coisas que ele fazia do nada. Ele tinha uma percepção extraordinária do futebol.”

Carlos Alberto Torres, capitão da Seleção Brasileira no Mundial de 1970 e companheiro de Pelé no Santos e no Cosmos.

“Às vezes fico com a sensação de que o futebol foi inventado para esse jogador fantástico.”

Sir Bobby Charlton, ídolo do Manchester United e maior artilheiro da Seleção da Inglaterra.

“Pelé jogou futebol por 22 anos e, durante aquele tempo, fez mais para promover a amizade e a fraternidade mundial do que qualquer outro embaixador.”

J.B. Pinheiro, embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas.

“Força e beleza. Rapidez e precisão. A elasticidade e a firmeza no gesto que poderia ser de bailarino.”

Oldemário Touguinhó, jornalista esportivo de 1962 a 1998.

”Pelé é um jogador especial, com ele começou uma nova era no futebol.”

José Luis Garci, cineasta espanhol.

“Pelé é um mito. Todo jogador que ama o futebol tem que se informar sobre ele.”

Zvonimir Boban, ex-jogador croata.

“Pelé chegou.”

Jornal chileno anunciando a chegada da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1962.

“Passam os anos, aparecem jogadores excelentes, mas todos sempre se lembram de Pelé.”

Fernando Torres, jogador espanhol.

“Comparar o Pelé com qualquer jogador é impossível. Pelé é Pelé. Ele está em um nível completamente diferente.”

Rivellino, titular do Brasil na Copa de 70.

“Pelé foi um jogador excepcional, estupendo. Nós, brasileiros, devemos dar graças a Deus por ele ter nascido aqui.”

Zico, ídolo do Flamengo e da Seleção Brasileira.

“Quando o Pelé chegou ao Santos, falaram que seria o melhor jogador do Brasil. Erraram, foi do mundo.”

Pepe, maior artilheiro da história do Santos depois de Pelé.

“Como se soletra Pelé? D-E-U-S.”

The Sunday Times, jornal inglês.

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