Um regime de terror
A Colômbia vive um regime de terror. Sob a administração do presidente fascista Iván Duque, as intimidações, perseguições e os assassinatos tomaram-se cotidianos.
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Fernando Trochez, ex-combatente das FARC-EP, assassinado pelo governo de Iván Duque | Foto: Reprodução

A Colômbia vive um regime de terror. Sob a administração do presidente fascista Iván Duque, as intimidações, perseguições e os assassinatos tomaram-se cotidianos. Na noite de sábado, 5, entre as quatro vítimas fatais do massacre ocorrido no município de Santander de Quilichao, em Cauca, estava mais um signatário do acordo de paz, o ex-combatente Fernando Trochez.

Embora tenha assinado o acordo de paz, Trochez se torna o número 245 no total de óbitos relatados em 2020. O jovem de 28 era ex-guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), indígena e vinculado à Agência de Reincorporação e Normalização, Los Monos de Cauca. Trochez, por sua vez, fazia parte desta cooperativa e era líder de um projeto produtivo coletivo. Segundo informação da comunidade, o ex-guerrilheiro era um dos signatários do acordo de paz e também conhecido pela alcunha de Hugo Cano. Cano, no entanto, seguira o protocolo firmado entre as FARC-EP e o governo, tendo realizado o seu processo de reincorporação e, inclusive, deposto suas armas no Espaço Territorial de Formação e Reincorporação ‘Carlos Perdomo’, no departamento de Cauca.

Como em outros casos, sobrou à população a singela confirmação de mais um massacre. Ficou, portanto, a cargo de Mauricio Capaz, coordenador de Direitos Humanos da Associação Indígena Cabildos del Norte del Cauca (Acin), assinalar o massacre de quatro pessoas; levando-o ao anúncio do envio de uma equipe de Direitos Humanos. De acordo com Capaz, no hospital “estão duas das vítimas e há outras duas que não foram levadas para lado nenhum, mas foram recolhidas imediatamente. Há uma mulher ferida e mais duas que se encontram no setor de Gualanday”. Por ora, o dirigente indígena afirmou que o incidente ainda está sob investigação, mas as primeiras versões indicam que “se descreve a chegada de duas pessoas em uma motocicleta que abriram fogo contra uma pessoa e, aparentemente, as demais vítimas intervieram na defesa e por isso o foram mortas”.

No que tange ao Conselho Regional Indígena do Cauca (Cric), está muito claro a motivação e o caráter político do massacre. Desta forma, expressaram seu repúdio aos atos violentos contra as comunidades ancestrais do Cauca. “Com o assassinato deste camarada já morreram 245 ex-guerrilheiros. Sem dúvida, este 2020 ficará na história como um ano trágico para a paz de nosso país, pois devemos somar o número de líderes sociais que foram mortos e o retorno de os massacres”, disse o senador Carlos Lozada. Em seu Twitter, as FARC-EP também denunciaram o massacre e prestaram homenagem ao ex-combatente.

Assim como em outros países com governos de extrema-direita, como é o caso do Brasil, a Colômbia vivencia um regime de terror quanto às lideranças de esquerda, principalmente ligadas às FARC-EP, que, outrora, foi um dos principais núcleos de resistência ao regime político colombiano. Com a morte de mais um ex-guerrilheiro, prova-se que a capitulação diante do governo de Juan Manuel Santos em 2012 fez com que o desarmamento dos ex-guerrilheiros service candidamente à ditadura imposta pela extrema-direita – fortemente armada e com o controle do Estado e suas forças de repressão. Em vista da situação que se desenvolve no interior do país com a crise econômica e da pandemia, o regime de caráter fascista imposto por Iván Duque tende a levar à uma rebelião popular sem precedentes – sendo esta, a única capaz de por fim à subordinação do governo aos capitalistas e ao imperialismo.

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