Pantanal em chamas
As queimadas no Pantanal não param devido à ampliação dos latifundiários.
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Cicatriz de queimada no Pantanal com +1000 km2, a 60 km a SSO de Corumbá, em preto. | Oton Barros

No Pantanal, as grandes extensões de terras que formam os latifúndios são atualmente decorrentes de interesses do mercado globalizado e faz parte da pauta de destruição do governo bolsonarista, encabeçado pelo seu ministro do meio ambiente “Cara de Anjo” (Ricardo de Aquino Salles).  O senhor “Cara de Anjo” já declarou veementemente que a pandemia é uma oportunidade para que, cada vez mais, terras sejam desapropriadas de modo a atender ao mercado globalizado.

Os capitalistas disfarçados de cordeiros iludem os fazendeiros, proprietários de grandes extensões, a aderirem às diferentes técnicas de manejo para melhorar a dinâmica da competitividade de mercado, sobretudo os ganhos do agronegócio. Aos fazendeiros menos destruidores, resta à oportunidade de se desfazerem de parte de suas terras, que em alguns casos foram herdadas.  O aumento da destruição está nas mãos das empresas multinacionais que, sem pena, fazem o jogo do imperialismo.

Vale salientar que o incentivo dado pelos governos, a partir da década de 1960, com a intenção de desenvolver a região Centro-Oeste através da implantação de projetos agropecuários, atraiu interesses de grandes multinacionais. Essas empresas trouxeram muitas alterações aos ambientes do cerrado, ameaçando a sua biodiversidade. Segundo dados da Embrapa Pantanal, a instalação de 116 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) no Alto Paraguai é a grande responsável pelas inundações periódicas do Pantanal, ameaçando a fauna, a agricultura familiar e a pecuária bovina. Por consequência, há um impacto na desova e alimentação dos peixes, porque as barragens impedem que eles subam os rios e assim ocorra o trânsito de nutrientes.

Todavia, cabe à sociedade organizada denunciar a destruição do governo bolsonarista, mesmo considerando o impacto das decisões dos governos anteriores. Pois, o Pantanal é um patrimônio natural da humanidade, que possui uma área de 140.640 km².  No Brasil, são aproximadamente 132.671 km², onde se concentra a maior área, comparada com os países vizinhos, Bolívia e Paraguai. Nos Estados do Mato Grosso (45.647 km²) e do Mato Grosso do Sul (87.024 km²), destaca-se como região de grande importância científica, por suas características únicas, e também no contexto econômico brasileiro, por conta do turismo ecológico que vem sendo ameaçado pelas constantes queimadas.

Segundo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Pantanal passa a 1ª quinzena de setembro com 5.498 focos de calor detectados pelos seus sensores espaciais. Isso mostra que os focos de incêndios aumentaram 188% acima da média da série histórica do estudo. Na avaliação da série histórica de cerca de 10 anos, os focos de queimadas entre 2007 a 2018 eram do tamanho médio das áreas das propriedades rurais, motivo pelo qual intensificou o processo de reestruturação fundiária, como, por exemplo, a subdivisão de grandes áreas entre herdeiros.

O Diretor Executivo da SOS Pantanal aponta que a situação é crítica e, possivelmente, os focos serão debelados com chuvas em grande volume, que ainda estão previstas de ocorrer este ano. Entretanto, o problema merece atenção das autoridades brasileiras no sentido de avaliar as causas e tomar medidas para coibir incêndios criminosos. A maior preocupação é que, antes de terminar o ano de 2020, as queimadas já superaram o recorde do ano anterior, que foi de 26%.

Portanto, os vários dilemas que ameaçam o Pantanal são devido à falta de cuidados e políticas assertivas que protejam o meio ambiente. Obviamente, está evidente que os latifúndios estão aumentando as áreas do agronegócio, a partir de um projeto de destruição do governo bolsonarista que, “à boca pequena”, faz suas jogadas em plena pandemia para atender a interesses corporativos de grupos estadunidenses.

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