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Cassi
“Reforma”no estatuto da Cassi é para pavimentar a privatização do BB
Direção do Banco do Brasil pretende acabar com o plano de saúde dos seus funcionários
AtoCassi1_22ago
Cassi
“Reforma”no estatuto da Cassi é para pavimentar a privatização do BB
Direção do Banco do Brasil pretende acabar com o plano de saúde dos seus funcionários
Reprodução: Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte
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Reprodução: Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte

Entre os dias 18 e 28 de novembro acontece uma “nova” consulta de alteração no estatuto da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), depois de ter sido rejeitada já por duas vezes em consultas, no ano passado, por 80% da categoria.

Não foi por acaso que a grande maioria dos trabalhadores do Banco do Brasil rejeitaram a proposta da direção golpista do banco, pois sabem muito bem que a mudança é um ataque sem precedentes, que visa liquidar com a Cassi, a maior operadora de autogestão em saúde do Brasil, e abre caminho para transformar em um plano de saúde de mercado. É tudo que os banqueiros privados, nacionais e internacionais querem.

A tentativa de mudança do estatuto acontece em meio aos ataques do governo golpista, através de seus prepostos nos bancos estatais, aos planos de saúde dessas empresas. A Resolução CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União) número 23 é um instrumento dos golpistas que visa liquidar com os planos de saúde das empresas estatais, dentre eles a Cassi. O que verdadeiramente está por trás dessa resolução é satisfazer os interesses dos banqueiros nacionais e internacionais, os grandes financiadores do golpe de Estado no país.

Depois das derrotas na tentativa de aprovação de mudança do estatuto (a nova proposta não muda praticamente nada das consultas anteriores) a direção do banco, com a colaboração, equivocada, de entidades dos trabalhadores, vem intensificando a propaganda terrorista a favor do “sim” através das tradicionais mentiras de que o plano está quebrado, de que a Cassi está na iminência de uma falência e, até com ameaças de intervenção da Agência Nacional de Saúde (ANS), além da profusão de comunicados internos diários emitidos pela empresa, pressão de gerentes e administradores, etc. – pois sabem muito bem que os trabalhadores olham com enorme desconfiança a consulta, o que coloca em risco a sua aprovação.

A fórmula de “salvação” da Cassi alardeada pela direção do banco é um conto da carochinha. Mentem para os trabalhadores ao afirmar que não haverá a quebra de solidariedade no plano, quando passarão a cobrar percentuais de dependentes e tratamento diferenciados para futuros aposentados.

O atual modelo no princípio de solidariedade é a cláusula que une trabalhadores da ativa e o que protege os aposentados, com ampla cobertura e com custeio baseado no sistema mutualista, pelo qual o conjunto dos participantes contribui com regras iguais e o fundo gerado custeia as despesas assistenciais de cada participante e seus dependentes e cuida de todo grupo de acordo com as suas necessidades em saúde, e é essa espinha dorsal do plano que o governo golpista quer quebrar.

Os golpistas do Banco do Brasil ainda propõe, em linhas gerais, acabar com o Plano de Benefício Definido (BD), quando o banco é obrigado a arcar com a saúde do aposentado até a sua morte, passando para o regime de Contribuição Definida (CD), tirando do banco tal obrigação.

O “sim” na proposta do banco é um passo fundamental para transformar a Cassi em um plano de mercado, e todo mundo sabe, que na verdade, o que está por trás de toda essa campanha de ameaças são os interesses dos banqueiros abutres, grandes financiadores do golpe, que estão de olho num patrimônio de mais de R$ 5 bilhões de receitas anuais, e que atende mais de 850 mil usuários.

Cabe aos trabalhadores do Banco do Brasil e suas organizações barrar mais esse ataque do governo golpista e organizar uma mobilização pelo controle do plano unicamente pelos trabalhadores. Dizer um sonoro NÃO a mais essa manobra golpista de mudança no estatuto da entidade dos trabalhadores.