Acidente em Taguaí
O descaso dos capitalistas em torno do acidente já se manifesta quando, os advogados da fábrica afirmam que a empresa não ter nada a ver com o ônibus que transportava
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Acidente em Taguaí (1)
Taguaí | Foto: Reprodução
Acidente em Taguaí (1)
Taguaí | Foto: Reprodução

O acidente ocorrido no interior de São Paulo, que matou 41 trabalhadores que se descolavam para o seu trabalho, não deixa dúvida da capacidade dos capitalistas e seus governos em tratar de forma criminosa os trabalhadores.

A colisão que ocorreu entre o ônibus e uma carreta que levava trabalhadores para o trabalho na rodovia entre Taguaí e Taquaritinga em São Paulo acarretou a morte de 41 pessoas deixando ainda 10 feridos. O acidente ocorreu por volta das seis horas da manhã da quarta (25). O ônibus transportava 50 trabalhadores que residiam no bairro Aleixo em Taquarituba e se dirigiam à indústria têxtil Stattus Jeans na qual trabalhavam.

A caracterização com o descaso dos capitalistas em torno do acidente já se manifesta quando, os advogados da fábrica afirmam  que a empresa não tem nada a ver com o ônibus que transportava os trabalhadores, alegando que se tratava de uma locação particular feita pelos próprios trabalhadores, um verdadeiro conto do vigário quando comparado às versões dos próprios trabalhadores, que viviam na pele a total precariedade que estavam submetidos em se tratando dos seus deslocamentos para o trabalho. “O ônibus corria um pouco, era agitado no volante, corria bastante. inclusive passa na rua da minha casa. às vezes eu ouvia o zumbido do ônibus, eu até me sentia mal”, conta Teresinha de Oliveira, mãe de uma das vítimas. Márcio, um dos trabalhadores mortos, sempre se queixava dos riscos no trajeto entre as cidades de Itaí e Taguaí. “Todo dia ele reclamava. Todo dia o ônibus quebrava, Todo dia. Eu trabalhei lá 6 anos e meio, quantos acidentes nós tivemos no caminho? A firma nunca tomava providências. Nunca”, diz a viúva, Sidinalva Madalena da Silva, A empresa por meio do advogado, em um primeiro momento, disse que ônibus era rateado, contratado pelos próprios funcionários. Sônia nega. “Não. Só uma fachada. Eram eles quem pagavam. Eles colocavam no holerite como se descontasse de nós, mas na verdade, não descontava. Era o patrão quem pagava o ônibus.” (R7 26/11/2020)

O acidente de Taguaí revela uma das questões fundamentais do golpe de Estado – que destituiu, através de um processo farsa no reacionário Congresso Nacional, a ex-presidenta Dilma Rousseff, que levou a prisão ilegal de Lula e consequentemente elevou ao status de presidente da República um fascista –  e abriu o caminho para aprofundar os ataques aos direitos fundamentais dos trabalhadores em benefício dos patrões. A reforma trabalhista, aprovada logo após o golpe, alterou as disposições do parágrafo segundo do artigo 58 da CLT (Consolidação das Leis Trabalhista) em que o trajeto que o trabalhador faz para chegar ao trabalho não faz mais parte da jornada e, portanto, a empresa não poderá mais ser responsabilizada por qualquer acidente no percurso do trabalho, ou seja, aqueles dependentes dos 41 trabalhadores, que foram assassinados por um total descaso dos patrões, ou aqueles que sobreviveram com algum tipo de sequelas decorrente ao acidente estarão ao deus dará, na miséria.

É necessário organizar, imediatamente, uma gigantesca mobilização para por fim aos ataques da direita golpista aos trabalhadores; neste sentido é de fundamental importância a criação de Comitês de Luta em cada local de trabalho na defesa dos direitos dos trabalhadores e contra o golpe. Barrar a ofensiva da direita com a palavra de ordem que unifique todos os trabalhadores e a população em geral contra a política de terra arrasada dos banqueiros e seus governos. Fora Bolsonaro, e todos os golpistas, pelo reestabelecimento dos direitos políticos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lula candidato.

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