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Reforma da Previdência: apenas adiada

Apesar do esperado pelas lideranças da esquerda, que organizaram nesta segunda-feira (19) diversos atos, em nível nacional, protestando contra a reforma da previdência, o governo Temer e seus capachos anunciaram que não vão abrir mão da reforma da Previdência,

Embora a profunda crise do governo golpista em aprovar a reforma que destrói a Previdência evidencie as contradições entre os mais diversos setores da burguesia golpista e, portanto, demonstra a dificuldade do imperialismo de levar adiante seus interesses no Brasil, e expresse também o alto nível de rejeição do povo brasileiro à destruição das aposentadorias, a importância que esta reforma tem para o capital financeiro impossibilita que o governo abandone a ideia.

O governo golpista, sabendo que não teria os 308 votos necessários para a aprovação da reforma no congresso, decidiu adiar a votação. Para o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, a ideia é colocar a votação para depois das eleições, previstas para outubro.

A crise da burguesia golpista fica evidente com a recente intervenção militar no Rio de Janeiro. A alternativa do golpe militar é cada vez mais sustentada por setores da direita e grandes capitalistas, já que não conseguem levar adiante sua política, assim como temem a reação popular à prisão do ex-presidente Lula, o principal líder popular da América Latina.

Nestas condições, a “reforma” longe de estar enterrada, foi apenas adiada nos planos dos golpistas. Sua derrota definitiva, assim como dos demais ataques contra os explorados, só são possíveis com a derrota do golpe de estado, por meio da anulação do impeachment, do impedimento da prisão de Lula etc. o que só será possível com uma mobilização revolucionária dos trabalhadores, da juventude, da esquerda e de suas organizações de luta.