Reflexos do golpe: desemprego de negros triplicou e um terço estão no mercado informal

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Com o aprofundamento do golpe, os ataques a classe trabalhadora são cada vez mais brutais. O reflexo do avano da direita no país pode ser percebido, por exemplo, no aumento de indivíduos desempregados no país. Segundo estudos desenvolvidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados no último dia 05 deste mês, a taxa de brasileiros considerados “desocupados”, ou seja, que não integram o mercado de trabalho de modo formal, passou de 6,9%, e 2014, para 12,5% e 2017.

Esta taxa de desocupação é maior para negros (14,7%), em comparação a população branca (10%). Entre os gêneros, as mulheres também são as mais afetadas: 14,6% delas não estão inseridas de forma formal no mercado de trabalho. Já entre os homens, a taxa foi de 10,9%. No que tange a desigualdade salarial entre negros e brancos, os números foram ainda mais gritantes: uma diferença de 72,5%. Enquanto, para população negra, a média salarial foi de R$ 1.516, brancos receberam R$ 2.615.

Parcela considerável da população que não consegue ingresso no mercado de trabalho formal, acaba por conseguir sua sobrevivência na informalidade, a exemplo dos ambulantes, que ocupam as ruas e transportes públicos em todo país. Como forma de reprimir ainda mais a classe trabalhadora paulista, por exemplo, o prefeito Bruno Covas assinou, nesta segunda-feira (3), decreto que cria a Comissão Municipal de Combate do Mercado Ilegal (CCMI), que visa coibir ainda mais o “comércio ilegal”, preparando guardas municipais para agirem ainda mais duramente, em situações de flagrante.

É preciso que se organizem comitês de luta contra o golpe e mobilizações populares por todo País, a fim de derrotar os golpistas e barrar o avanço da extrema direita no país, para que a classe trabalhadora não continue sendo brutalmente massacrada, conforme vem ocorrendo.