Golpistas querem mais
Lobistas trabalham para entregar cereja do bolo aos especuladores
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lula e petrobras grande
Presidente Lula e o presidente da Tanzânia, Jakaya Mrisho Kikwete, durante evento intern. | Ricardo Stuckert

Em matéria publicada no sítio da Federação Única dos Petroleiros (FUP), o jornalista Luís Nassif explica as jogadas para tentar justificar que a empresa estatal se desfaça de subsidiárias (empresas controladas), em outras partes da cadeia produtiva, entre as quais refinarias e pontos de venda,. Essa cadeia ou corrente de produção é o conjunto de atividades de ponta a ponta que, em qualquer empresa, leva desde à produção de alguma coisa até a venda para o consumidor final. No caso do petróleo, por exemplo, o material cru precisa ser extraído de onde quer que esteja, transportado, refinado, destinado a seus diversos fins, transformado em produtos vendáveis, distribuí-los, vender, etc. Cada um desses elos da corrente pode ser controlado por uma ou várias empresas, e uma ou várias organizações podem realizar cada tarefa específica.

É uma decisão administrativa baseada em diversos fatores que leva qualquer empresa a decidir controlar ou não as diferentes partes das cadeias produtivas de sua área de atuação. Eu posso, por exemplo, decidir trabalhar vendendo somente as cerejas que vão em cima de certos sabores de bolo para empresas que produzem bolos. De outro lado, a Petrobrás poderia decidir, por exemplo, que é vantagem ela possuir uma empresa para fazer o transporte do petróleo cru, em vez de eventualmente ser obrigada a pagar o preço que um transportador independente cobraria dela. E, de fato, durante a era PT houve expansão do controle da cadeia pela empresa, o que, dentro da lógica de mercado mostrou-se um fator de aumento de controle de mercado e de segurança para a empresa. E, Nassif explica, o caso do petróleo extraído de altas profundidades do fundo do mar tem uma peculiaridade: essa extração requer muito investimento e envolve muito risco – imagine, só pra ficar em um exemplo, as mil coisas que podem dar errado em uma estação no meio do mar. Portanto, a Petrobrás usava os lucros obtidos em partes mais rentáveis das etapas de produção, como refino e venda ao consumidor final, para amparar a atividade mais arriscada.

Uma das grandes celebrações feitas pela administração Lula durante a era PT foi o advento da tecnologia mais confiável de extração de petróleo em águas profundas. Desenvolvida totalmente pela empresa estatal, essa tecnologia pode ser comparada à viagem espacial. Nos Estados Unidos, foi a NASA, empresa do governo daquele país, que investiu rios de dinheiro e até mesmo as vidas de diversos trabalhadores, podemos dizer, para transformar as viagens ao espaço em algo exequível (fosse para lançar mísseis intercontinentais, fosse para fazer pesquisa na Lua). A maior parte do que o midiaticamente celebrado Elon Musk diz estar fazendo já foi conquistado, fruto do investimento estatal daquele país que volta e sempre diz pros outros que o estado tem que se retirar da economia.

E esse é, similarmente, o esquema que os lobistas dos grandes capitalistas querem empurrar para a Petrobrás. Deixar a parte da cadeia produtiva que é menos lucrativa, exige contínuo trabalho de desenvolvimento de tecnologias, etc, e muito mais arriscada sob controle (e, portanto, responsabilidade de investimento) do estado brasileiro, ou seja, manter estatal, e vender as empresas que controlam outras partes da cadeia produtiva para os capitalistas desfrutarem de lucros altos e bem mais fáceis de conseguir. Pesquisa e sacrifício para o erário público, lucros e curtição para os especuladores. Isso não é lógico nem dentro da cabeça “mercadológica” dos lobistas e especuladores, e o fato dos governistas e até os juízes do STF acharem normais e legais essas ideias (como em decisão recente daquela corte) é prova de que o governo Bolsonaro, e muitos que deviam proteger o patrimônio público brasileiro dessa rapina, não está nem pensando no bem-estar da empresa, muito menos do estado e do povo brasileiro, mas sim estão atendendo aos anseios entreguistas dos imperialistas de dentro e de fora.

Desmantelar a Petrobrás é um ataque ao povo brasileiro. Cereja do bolo pra capitalistas, não! Soberania já!

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