Desmonte na Petrobras
Unidade 6 da refinaria Ladulpho Alves desativada na Bahia. Processava-se 302.403 barris derivados, agora apenas 204.388.
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Foto: reprodução, Refinaria Ranulfo Alves-Maratiba na Bahia |

Há dias foi a Fafen no Paraná, agora a Refinaria Landulpho-Alves (RLAM), na Bahia. Localizada na cidade de São Francisco do Conde, região metropolitana de Salvador, a primeira refinaria do Sistema Petrobras, inaugurada em 1950, é a segunda maior refinaria do país em capacidade de processamento, é um dos oito ativos na área do refino colocados à venda pela direção da estatal.

A Petrobras tem colocado em andamento medidas visando fechar a unidade de craqueamento, a U-6, que produz, entre outros derivados, gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP). “Essa movimentação da direção da estatal está em contradição com o que a empresa afirma à sociedade”, de que a produção de derivados na Bahia não seria afetada com a venda da RLAM. Ao que tudo indica, a venda trará o encolhimento da capacidade de refino da Refinaria  Ladulpho Alves-Mataripe, alerta o diretor do Sindipetro Bahia e funcionário da RLAM, Attila Barbosa, segundo informações obtidas pelo Sindipetro através do CEPPETRO-NEC-UFBA,

A U-6 completou 60 anos de produção em fevereiro. Produz, com baixo custo operacional, a melhor gasolina do país. Inclusive, a utilizada na Fórmula 1.

Em 2014, no auge da sua produção, a Unidade alcançava uma lucratividade de cerca de R$ 800 mil por dia. Uma unidade altamente rentável. Estratégica.

A nova política do governo golpista, parece querer, não o alto lucro, em benefício do país. Exporta o petróleo cru, com reduzido valor agregado, e importa derivados dolarizados, com preços em paridade internacional, com maior valor agregado. Prejuízo para o país, festa para refinarias do império americano.

O fechamento da U-6, é fato, reduzirá ainda mais a utilização da potência máxima de capacidade de refino. Menor rentabilidade. Significa forte redução do parque de refino da Bahia e queda na produção de derivados.

Atualmente, a RLAM tem uma capacidade de produzir 377.388 barris de derivados de petróleo por dia, sendo 67.776 barris de gasolina e 22.435 de GLP.

Nos últimos cinco anos, especialmente a partir do golpe, em 2016, Petrobras, de forma deliberada, tem reduzido progressivamente o fator de utilização da refinaria. A cada ano, um volume menor de derivados em relação à sua capacidade máxima.

Em 2014, a RLAM produziu 302.403 barris de derivados de petróleo, valor que caiu abruptamente até 2017, quando a produção chegou a 204.338 barris por dia. Nos últimos dois anos, a produção oscilou na faixa de 205 a 210 mil barris de derivados.

Em 2014, 80% da capacidade de utilização era colocada em prática, agora, após o golpe, em 2019, desabou para 55%, segundo dados da ANP.

Na produção do gás de cozinha, o tombo é monumental. A capacidade utilizada é ainda menor, apenas 45%. A produção de GLP,que era de 14.054 barris por dia em 2014 desabou para apenas 10.125 em 2019.

A capacidade de produzir GLP da RLAM é de 22.435 barris por dia. Poderia facilmente a Petrobras, nessa unidade da Bahia, mais que dobrar a produção de gás de cozinha. As consequências são óbvias, ao invés de botijão ser comprado a R$ 80, trabalhadores poderiam desembolsar apenas R$ 40, ou até R$ 35, como provaram os petroleiros, por ocasião da greve, e a esses reduzidos valores o bujão foi vendido.

A política do governo Bolsonaro é de liquidação da empresa. Só a mobilização dos trabalhadores será capaz de barrar a privatização de 9 das 13 refinarias. É hora de chamar a unidade com as outras categorias, particularmente as estatais. O patrão é o mesmo, é o governo da União.

Plenárias conjuntas, locais e nacionais. É fundamental o Fora Bolsonaro e todos os golpistas, como única forma de evitar o desmonte do país e o desemprego, como aconteceu, dia desses, com a Fafen no Paraná.

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