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Domingo (4) o governo do Equador realizou um referendo para tirar Rafael Correa das eleições presidenciais de 2021. O país inteiro foi às urnas para responder a sete perguntas, entre elas, se presidentes poderiam ser eleitos mais de uma vez. Uma pergunta colocada no referendo com o único propósito de impedir a candidatura do ex-presidente Correa no futuro. Com o controle das eleições e fazendo campanha praticamente sozinho, o governo conseguiu garantir a vitória do “sim”, em um processo marcado por ataques aos comícios de Correa.

Essa manobra completa o golpe dado pela direita e pelo imperialismo no Equador anteriormente. Em 2017, Rafael Correa conseguiu eleger seu candidato e sucessor, Lenín Moreno. No entanto, Moreno passou a se aproximar de setores entreguistas e pretende desmontar uma série de políticas de Correa. Vai aplicar um programa político que perdeu as eleições, abandonando as propostas que garantiram sua vitória. É um golpe de Estado dado por meio das eleições.

Para completar o golpe, era preciso tirar Correa das eleições de 2021. Até lá, os trabalhadores equatorianos já terão provado a política neoliberal, e Correa teria todas as chances de vencer, mesmo em eleições manipuladas e desiguais. Poderia vencer contra tudo isso graças à rejeição ao neoliberalismo e à miséria que a direita irá provocar. Por isso a direita tratou de tirá-lo das eleições desde já.

A imprensa burguesa no Brasil, com o cinismo de sempre, celebrou a manobra golpista como uma vitória da “democracia”. A democracia, para os jornais da burguesia, não pode incluir a escolha popular pelo seu próprio candidato. Primeiro é preciso tirar o candidato em quem o povo quer votar, para garantir a vitória da direita em eleições esvaziadas.

O caso do Equador serve de alerta para os brasileiros. Se as eleições acontecerem com a participação de Lula, pode-se esperar todo o tipo de trapaça para forçar um resultado favorável à direita, com fraudes, campanha de toda a imprensa contra o petista e todo tipo de manobra da direita. Como aconteceu no referendo do Equador, em que só a campanha pelo “sim”, de Lenín Moreno, de fato existiu. Correa quase não conseguiu fazer campanha e teve uma cobertura sistematicamente desfavorável nos grandes jornais da burguesia no país, como El Comercio, de Quito, e El Mercurio, de Cuenca.

E caso não haja mobilização e luta contra o golpe, a direita pode simplesmente tirar Lula das eleições, que nesse caso não terão valor nenhum e não serão verdadeiras eleições. Como a direita equatoriana está tentando fazer com as eleições de 2021, embora nesse caso muita coisa ainda possa acontecer até lá. A coincidência de métodos dos golpistas nesses dois casos não é um acaso e não parará por aí.

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