Reestruturação feita pela direção golpista do Banco do Brasil desespera cliente e põe em risco bancários

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Cliente de uma agência Estilo do Banco do Brasil, em Belo Horizonte, se revolta por não poder retirar seu dinheiro.

A política dos banqueiros de fazer o possível e o impossível para que a população não movimente os seus recursos no banco beira ao absurdo. Poucos caixas eletrônicos, uma grande parte sem funcionamento, limite de saque nos terminais eletrônicos restrito a quase nada, o mesmo acontecendo nos correspondentes bancários, na boca do caixa. Para que o cliente possa sacar uma certa quantia, é necessário ligar para o canal de atendimento e aguardar, em muitos casos, mais de 48h para efetuar a transação, isso sem falar nas enormes filas que a população é obrigada a suportar que pode chegar a mais de duas horas de espera.

No Banco do Brasil, com a política da direção golpista de reestruturação na empresa com o seu sucateamento com vista à privatização, ocorreu uma diminuição expressiva do quadro funcional dos 112 mil funcionários, antes do golpe de Estado, passando para os atuais 87 mil, o que piorou muito a situação dos clientes, da população em geral e para os seus funcionários.

Essa política – dos banqueiros – tem levado uma revolta generalizada por parte dos clientes – os bancos são o setor que mais gera reclamações nos órgãos de defesa do consumidor – chegando ao ponto do cliente de uma agência Estilo do Banco do Brasil, em Belo Horizonte, expor uma arma ao funcionário da agência após não conseguir sacar o seu dinheiro na boca do caixa.

Os banqueiros, setor parasitário da economia, que vivem à custa da exploração de toda a população e de seus funcionários, são os maiores financiadores do golpe de Estado no País e devido à gigantesca crise econômica do capitalismo querem descarregar todo o prejuízo com a crise nas costas da classe trabalhadora e da população em geral.

Neste sentido é necessário que os trabalhadores exijam a imediata estatização total do sistema financeiro e o controle dos bancos pelos trabalhadores, como medida efetiva contra a crise financeira e contra o golpe e todas as medidas de ataques aos direitos e conquistas da classe trabalhadora.