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Fora da Copa!

Um Futebol fracassado: Itália “comemora” 8 anos sem ir para Copa

A Itália e seu povo sofrem mais uma eliminação de uma Copa do Mundo, pela quarta vez e a segunda consecutiva a Azurra irá assistir outros 32 países

italia fora

O imperialismo no futebol, destrói o futebol italiano – 4oito.com.br

Novamente a Itália está eliminada de uma Copa do Mundo, dessa vez e pela segunda ocasião de maneira consecutiva, caiu na repescagem das Eliminatórias Europeias. O jogo da última quinta-feira, dia 24 de março, foi apenas o ato derradeiro de uma crise que se aprofunda a décadas no futebol italiano. Em um jogo dramático, no Estádio Renzo Barbera, em Palermo (ITA), a Itália foi surpreendida pela Macedônia do Norte que com um gol nos acréscimos venceu por 1 a 0 e segue viva na briga por uma vaga na Copa do Mundo do Qatar. 

Mesmo diante de sua torcida, a Azurra, atual campeã da Eurocopa, está fora do Mundial do Catar, sendo a segunda Copa do Mundo consecutiva, já que também não participou do Mundial da Rússia, em 2018. No jogo a Itália dominou a partida desde o apito inicial, superou 30 finalizações no jogo e teve mais de 70% da posse de bola, mas não conseguiu balançar as redes. Nos acréscimos, Aleksandar Trajkovski finalizou de fora da área, num chutaço e eliminou a tetracampeã mundial. 

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Desde o início da partida a Itália procurou não dar chances ao adversário e controlou o jogo desde o primeiro minuto. Trocando passes no campo de ataque, os donos da casa mantiveram a Macedônia encurralada. Na melhor chance para os italianos, o goleiro macedônio Dimitrievski quase entregou um presente para a Itália. Aos 29 minutos do primeiro tempo, o arqueiro saiu jogando com os pés e atabalhoadamente entregou a bola para Berardi. Com o gol vazio, o italiano chutou fraco e permitiu a recuperação do arqueiro da Macedônia, que fez a defesa.   

O jogo foi se transformando num drama, a Itália foi ainda mais agressiva na etapa final e seguiu acumulando finalizações contra a meta de Dimitrievski. Enfrentando uma equipe aplicada defensivamente, os italianos tiveram dezenas de erros de passes e finalizações precipitadas. Com toda essa ineficiência no ataque, os italianos tiveram mais uma vez, uma grande dor no esporte, em um tiro de misericórdia já nos descontos do segundo tempo, quando a partida se encaminhava para os pênaltis, Aleksandar Trajkovski acertou belo chute de fora da área, sem chances para Donnarumma e fez o país da bota chorar mais uma vez. 

A Macedônia do Norte agora pode aprontar para cima de Portugal, do modelo Cristiano Ronaldo, tentando assim uma vaga inédita para a Copa do Mundo na próxima terça-feira. O vencedor estará classificado para o Mundial do Qatar. 

 A crise e a decadência do futebol italiano também têm explicação e ela é também a questão da apropriação de uma cultura pelos capitalistas do esporte. Vejam abaixo os números dos jogadores que participaram das últimas duas temporadas do futebol do Calcio. Os dados foram retirados do site internacional de análise do mercado futebolístico, o Transfermarket.

Temporada 2020/2021  

Serie A 

Divisão: Primeira Divisão – Itália 

Equipes: 20 Equipes 

Número de jogadores: 554 

Estrangeiros: 336 Jogadores – 60,6% 

ø-Valor de mercado : 9,30 M € 

 

 Temporada 2021/2022 

Serie A 

Divisão: Primeira Divisão – Itália  

Equipes: 20 equipes 

Número de jogadores: 553 

Estrangeiros: 343 Jogadores – 62,0% 

ø-Valor de mercado : 8,65 mi. € 

Uma das explicações que mostram a decadência italiana é o próprio campeonato nacional, que se pode dizer, não é, há muito tempo, um campeonato nacional. Na temporada 2020/21, 60,6% dos jogadores em atuação no Calcio eram estrangeiros. E na atual temporada este número continua a aumentar, chegando a 62% de jogadores estrangeiros entre todos os atletas inscritos na competição. 

Uma situação, em que num país de forte tradição nacionalista, seu futebol já não pode mais ser considerado como praticado por italianos. Tal situação, vai atacando também no cerne, a reprodução de jogadores italianos, pois se seu povo vai perdendo o amor pelo esporte nacional, em razão do grande número de atletas de outros países, diga-se de passagem, o maior contingente de estrangeiros no país, são brasileiros, tendo inclusive o jogador Jorginho se naturalizado italiano, não haverá maior estímulo para a formação de jogadores italianos desde a base. 

Esta concepção impulsionada pelos grandes capitalistas do esporte e que por décadas propagandearam o chamado futebol moderno, estimulado por muito dinheiro investido em contratações de grandes e médios jogadores estrangeiros, fez com que a seleção italiana tenha que ser formada sob a base da escolha de apenas 210 jogadores italianos, que participam da Série A do campeonato Italiano. Ou seja, se a quantidade é pequena a qualidade será menor. É isso que faz com que a Itália chegue ao vexame de 8 anos fora da Copa do Mundo. 

Já aqui no Brasil, este diário segue na defesa do futebol brasileiro e contra a destruição que estes mesmos capitalistas que destruíram o futebol italiano, tentam agora aprofundar aqui no Brasil, com a onda dos clubes empresas, com a tentativa de criação de uma La Liga, nos moldes da Liga espanhola. 

Mas o futebol brasileiro, vai sobrevivendo e estamos na nossa 22ª Copa do Mundo, o único país do mundo a participar de todas as edições do maior torneio do futebol mundial, a Copa do Mundo. O que só ratifica, o que muitos tentam esconder, mascarar, negar, que somos os melhores do mundo, no maior esporte do mundo 

E já classificado, o Brasil mais uma vez arrasou a seleção chilena, na última quinta- feira, na despedida da Seleção em território brasileiro antes da Copa do Mundo no Catar. Diante de um Maracanã cheio, os craques de Tite meteram um chocolate, sem fazer força, e venceram por 4 x 0, permanecendo na liderança das Eliminatórias Sul-Americanas. 

Empolgado diante da torcida no Maraca, o Brasil dominou a partida logo no começo do jogo. Com Neymar centralizado, auxiliando Antony e Vinicius Junior, e o Brasil foi envolvendo o Chile e os gols passaram a ser questão de tempo. 

O Chile tentava os contra-ataques, mas a técnica defesa brasileira não dava espaços para o ataque chileno. Após parar no goleiro Claudio Bravo, o Brasil abriu o placar aos 43 minutos, com Neymar em pênalti sofrido e convertido pelo craque brasileiro. Dois minutos depois, Vinicius Junior marcou o segundo, em bobeira da zaga do Chile e levando o Brasil com uma enorme vantagem para o segundo tempo. O segundo tempo seguiu com o Brasil dominando o jogo.   

Aos 23 minutos, Antony sofreu pênalti de Bravo e Phillipe Coutinho anotou o dele. E para fechar Richarlison marcou o quarto gol, já nos acréscimos. Com o resultado, o Brasil chegou aos 42 pontos na tabela de classificação, sete a mais que a Argentina, que ainda joga na rodada. Na terça-feira (29/3), o Brasil sai para enfrentar a Bolívia, na 18ª e última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa no Catar. 

Vai lá para a Copa Brasil e traz nosso sexto caneco, pois aqui continuaremos a lutar para defender o futebol e a cultura nacional dos ataques dos capitalistas inimigos do povo, de suas festas e suas culturas. 

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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