Aqui não se fala mal do futebol brasileiro

Nem olé pode?

Agora nem se pode mais gritar “olé” em jogo de futebol?

A repressão à liberdade de expressão e ao futebol-arte continua a ocorrer no futebol brasileiro

lambreta (2) (1)

Querem acabar com o olé do futebol brasileiro, no campo e na torcida. – Redes sociais

Redação do DCO

A final do Campeonato Piauiense da segunda divisão, onde a equipe do Oeirense goleou por 3 x 0 o Corisabbá, na tarde do sábado (09), no estádio Gerson Campos, em Oeiras, e se sagrou campeão da Série B piauiense, trouxe à tona novamente a discussão sobre os ataques ao futebol-arte brasileiro e a repressão à própria liberdade de expressão do povo. 

A vitória por goleada do Cachorro Louco, apelido do Oirense, confirmou a boa campanha desta equipe que chega à elite do futebol piauiense após uma campanha irretocável, em 12 jogos o time de Oeiras venceu nove, empatou dois e perdeu apenas uma partida. Comandados pelo técnico Flávio Araújo, a equipe chega à série A do piauiense com apenas três anos de existência. Apesar da derrota e do vice-campeonato, o Corisabbá também tem o que comemorar, a equipe de Floriano retorna à elite cinco anos após o rebaixamento em 2016.  

No entanto, lances plásticos realizados pelos atletas durante os jogos finais e a atitude do árbitro Iudiney César Rocha fizeram a partida ter repercussão internacional. 

No primeiro jogo das finais, no empate em 0x0 entre as duas equipes, o atacante Icássio do Corisabbá aplicou uma habilidosa lambreta no lateral da equipe do Oirense e o lance foi repercutido na Argentina pelo Diário Olé. 

O lance fez o jornal argentino relembrar um momento do futebol-arte brasileiro, sofrido por Emiliano Papa, durante um Brasil x Argentina, em 2011 – quando Leandro Damião aplicou o mesmo drible fantástico no defensor. 

O lance, conhecido por lambreta, tem a marca carimbada do futebol brasileiro. Após esse mesmo drible, aplicado por Neymar no campeonato francês durante a goleada de 5 a 0 do Paris Saint-Germain sobre o Montpellier, o brasileiro se irritou com o árbitro Jerome Brisard, que chamou sua atenção após uma “lambreta”, e levou cartão amarelo. 

Recentemente outro bom jogador brasileiro, Paquetá, sofreu a mesma perseguição, também no campeonato francês, durante a vitória do Lyon sobre o Troyes por 3 a 1. Logo depois de fazer o gol que definiu o jogo, Lucas Paquetá tentou dar uma “lambreta” no adversário e também foi advertido com um cartão amarelo pelo drible. 

Voltando ao jogo da segunda divisão piauiense, o segundo jogo da final, realizado com a presença de convidados na torcida, já que a prefeitura local, ainda não havia liberado a presença de público, o árbitro Iudiney César Rocha paralisou a partida, disputada no estádio Gerson Campos, em Oeiras, após gritos de “olé” nas arquibancadas, o que gerou uma enorme revolta entre os torcedores.

A paralisação ocorreu aos 24 minutos do segundo tempo, quando o Oeirense, o time da casa, vencia por 2 a 0, resultado que confirmava o título da equipe. Enquanto o time tocava a bola, o som de “olé” saiu de quem acompanhava o jogo, principalmente depois do atacante Rayro, o mesmo que levou o chapéu de Icássio, na primeira partida, fazer o gol e em sua comemoração ironizar imitando a lambreta de Icássio no primeiro jogo. Após perceber que o jogo estava parado por conta da comemoração da torcida o público soltou vaias e alguns gestos de ofensa ao árbitro. 

Na súmula, o árbitro confirmou: “O jogo ficou paralisado por um minuto por conta de manifestações com gritos de olé, oriunda dos convidados da equipe da Associação Atlética Oeirense, que se encontravam nas arquibancadas do estádio. Após o aval do delegado da partida, o jogo reiniciou normalmente.”

Os fatos ocorridos nesta partida da segunda divisão do Piauí mostram que se instaura cada vez mais no futebol, por conta de toda campanha imperialista, o clima do politicamente correto, engessando o esporte mais popular do Brasil e do mundo, devido aos interesses políticos e econômicos que interferem nas federações e na arbitragem. 

O ataque à liberdade de expressão dos torcedores vem sendo muito comum nos últimos tempos. A torcida é vítima de uma brutal ditadura: as gerais foram extintas, não se pode levar bandeira, não pode falar palavrão, não pode xingar e agora não pode nem comemorar gritando “olé!”. Até mesmo punições contra jogadores que na comemoração do gol tiram a camisa ou que vão no alambrado comemorar com a torcida mostram que a repressão à liberdade e à arte do futebol brasileiro continuam em alta. 

Esses fatos refletem a perseguição que, conforme colocamos acima, é uma perseguição internacional do imperialismo no esporte, que se reflete nas arbitragens e atinge principalmente o futebol brasileiro, o mais alegre e brilhante do mundo. 

Estão matando o futebol tipicamente brasileiro. Não pode driblar, não pode comemorar, estão acabando com a alegria no futebol. Esses fatos beneficiam o futebol europeu, o chamado futebol força, que não sabe driblar, nem fazer festa, onde os estádios ─ como os da Inglaterra ─ mais parecem teatros, com uma plateia silenciosa, onde as arquibancadas sequer são iluminadas. Ou seja, onde a torcida foi domesticada.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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