Aqui não se fala mal do futebol brasileiro

Sabotagem à arte

A tentativa de transformar o futebol em delegacia de polícia

Imprensa burguesa avacalha o futebol brasileiro

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Nice x Marseille foi interrompido por confusão entre torcedores e jogadores – Getty Images

Jogadores envolvidos em brigas e altercações dentro de campo não são nenhuma novidade na história do futebol; porém, tais casos vêm sendo explorados pela mídia de forma sensacionalista para reduzir um dos maiores símbolos da cultura nacional à página criminal dos jornais.

Dois episódios recentes da crônica esportiva revelam as diversas formas de sabotagem e boicote que o futebol brasileiro sofre por parte da imprensa burguesa corporativa:

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O primeiro caso é a ameaça, feita pelas autoridades uruguaias essa semana, de prisão do jogador Felipe Melo, do Palmeiras, com a pretensa intenção de interrogá-lo acerca de um episódio ocorrido em 2017, durante um jogo contra o Peñarol pela Conmebol Libertadores em que, depois da vitória do Palmeiras por 3 a 2, alguns jogadores do Peñarol acusaram o brasileiro de provocá-los. O camisa 30 então deu um soco em Matías Mier durante uma briga generalizada que envolveu torcedores dos dois times e membros das duas delegações nos túneis de acesso aos vestiários.

O segundo episódio é a prisão em flagrante do jogador William Ribeiro após uma partida entre o time do São Paulo – RS e o time do Guarani de Venâncio Aires pela segunda divisão do Campeonato Gaúcho. O jogador do São Paulo – RS agrediu o árbitro com um soco e um chute na cabeça quando este se encontrava já deitado no chão, aparentemente por ter levado um cartão amarelo no início da partida. Ele saiu do campo escoltado pela PM e responderá a um inquérito penal em que a acusação, já anunciada pela mídia e pelas autoridades encarregadas do cas de antemão, será a de tentativa de homicídio, com penas que variam de 12 a 30 anos de reclusão.

O árbitro da partida, Rodrigo Crivellaro, deu entrada no hospital em estado de inconsciência, mas já teve alta e foi liberado em cadeira de rodas e com o pescoço imobilizado, enquanto o jogador William Ribeiro teve o seu contrato com o São Paulo – RS rescindido, mas a imprensa burguesa insiste em transformar brigas em casos de delegacia, buscando soluções judiciais para os conflitos do futebol. No jornal o Estado de São Paulo de 05/10, por exemplo, o comentarista Robson Morelli faz a espantosa afirmação de que “não é de hoje que os envolvidos nesse esporte avançam sinais proibitivos na sociedade, como chutar a cabeça de uma autoridade”. Seria realmente necessário apontar com clareza quais são “os envolvidos nesse esporte” que defendem “chutar a cabeça das autoridades”, já que o episódio envolvendo este jogador, já expulso de outra partida, jogada desta vez pelo Guarani de Venâncio Aires em 2014, devido a agressões feitas a um adversário em campo, revela claramente o mal estar do futebol brasileiro em sua base, que são os times de segunda e de terceira divisão que existem por todo o país.

Em vez de discutir a fundo o problema da violência nos campos de futebol e no esporte brasileiros a partir das condições reais de trabalho a que se submetem os jogadores destes clubes do interior e das periferias, a imprensa burguesa empreende uma campanha moralista de demonização do jogador brasileiro e promove um sistema repressivo em que um jogador pode ser punido apenas por tirar a camisa em campo. O objetivo desta verdadeira campanha de difamação do futebol brasileiro é a tentativa de transformar o futebol num esporte de robôs, pois, sendo de robôs, quem ganha é quem tem mais tecnologia, e não mais arte. Ou seja, a mídia brasileira, aliada ao capital internacional que a controla, quer transformar o futebol brasileiro em um esporte de robôs para que as potências europeias dominem os gramados de uma vez por todas.

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