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Tábula Rasa

Os 41 monumentos que a direita quer destruir em São Paulo

Governo tucano lança campanha para destruir a cultura nacional em SP

Estátua de Borba Gato incendiada em SP – Foto: Reprodução

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Na semana passada, a prefeitura de São Paulo divulgou uma lista com mais de 40 monumentos da cidade tidos como “controversos”, por homenagearem figuras vinculadas à períodos considerados “sensíveis” da história do Brasil – como a escravidão, a colonização portuguesa etc. A iniciativa se soma ao anúncio da construção de cinco estátuas de personalidades negras, como a escritora Carolina Maria de Jesus, o cantor Itamar Assumpção, o músico Geraldo Filme, a sambista Madrinha Eunice e o atleta olímpico Adhemar Ferreira da Silva.

O levantamento foi elaborado pelo Departamento de Patrimônio Histórico (DPH), da Secretaria Municipal da Cultura – chefiada pelo PSDB – que sob a alegação de fomentar o debate sobre o tema junto à movimentos sociais, pretende colocar em cheque a “legitimidade moral” da presença destes símbolos nos espaços públicos, atentando contra o patrimônio histórico para conquistar os setores mais reacionários da esquerda, onde reina a ideologia identitária. Trata-se, assim, de uma rápida reação da direita “doriana”, partidária da terceira via, para tirar proveito político dos movimentos de destruição de estátuas – importados dos Estados Unidos e inaugurados no Brasil com a queima do monumento à Borba Gato – vista a necessidade de usar setores vinculados à esquerda para adquirir adesão suficiente para disputar com Bolsonaro a corrida pela candidatura da burguesia em 2022 e, por tabela, esvaziar o apoio à Lula. Estratégia fartamente utilizada pela campanha presidencial de Joe Biden, nos EUA, para se contrapor, no campo da mera aparência, aos discursos fascistas de Donald Trump.  

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Cabe ressaltar que tal iniciativa, embora aparente características “democráticas” pelo suposto diálogo com a população, não passa de um afago da direita golpista tucana para cooptar esses setores atrasados da esquerda que se colocam como porta-vozes dos movimentos populares, através de subterfúgios simbólicos e evasivos, cedendo em troca a destruição do patrimônio histórico, enquanto as polícias sob seu comando e sua política neoliberal acentuam o massacre da população negra e indígena. É uma política tipicamente imperialista, que usa o identitarismo como vetor ideológico para legitimar a destruição da memória nacional e desviar a revolta popular contra opressores reais para inimigos imaginários feitos de concreto armado. É uma jogada previsível, visto que o desprezo pelo patrimônio histórico é um traço comum entre a direita e a esquerda identitária, embora só a primeira possa utilizá-lo como moeda de troca.

A direita sempre quis destruir o patrimônio nacional, para assim dominar mais facilmente o povo. A esquerda identitária que está apoiando essa política é uma esquerda pró-imperialista.

Confira os monumentos catalogados como “controversos”:

  1. Alexandre de Gusmão (1695-1753)
  2. Alfredo Maia (1856-1915)
  3. Almirante Joaquim Marques de Lisboa – Marquês de Tamandaré (1807-1897)
  4. Almirante Joaquim Marques de Lisboa – Marquês de Tamandaré (1807-1897)
  5. Amizade Sírio-Libanesa
  6. Andando – Monumento a São Paulo
  7. Anhanguera (1672-1740)
  8. Augusto de Prima Porta (63 a.C. – 14 a.C)
  9. Borba Gato (1649-1718)
  10. Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (1794-1857)
  11. Camões (1524-1580)
  12. Carlos Botelho (1899-1982)
  13. Conde Francisco Matarazzo (1854-1937)
  14. Conde Francisco Matarazzo Junior (1900-1977)
  15. Conselheiro João José da Silva Carrão (1810-1888)
  16. Cristóvão Colombo (1451-1506)
  17. Cruz de Anchieta
  18. Fundadores de São Paulo
  19. General Estilac Leal (1893-1955)
  20. Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo
  21. Heróis da Travessia do Atlântico
  22. Homenagem ao Imortal Prefeito de São Paulo – José Vicente de Faria Lima (1909-1969)
  23. Infante Dom Henrique (1910-1993)
  24. José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838)
  25. José Bonifácio de Andrada e Silva – Patriarca da Independência (1763-1838)
  26. José Bonifácio, o Moço (1763-1838)
  27. Monumento à Aldeia de Nossa de Senhora dos Pinheiros
  28. Monumento à Cícero (106 a.C – 43 a.C)
  29. Monumento à Duque de Caxias (1803-1880)
  30. Monumento à Independência
  31. Monumento às Bandeiras
  32. O Caçador de Esmeraldas (Fragmento do Monumento à Olavo Bilac, 1865-1918)
  33. Padre Bento Dias Pacheco (1819-1911)
  34. Padre José de Anchieta (1534-1597)
  35. Padre José de Anchieta, Apóstolo do Brasil (1534-1597)
  36. Pedro Álvares Cabral (1467-1520)
  37. Praça Hussam Eddine Hariri
  38. San Martin (1778-1850)
  39. Tenente Coronel Carlos da Silva Araújo (1835-1906)
  40. Tiradentes (1746-1792) 

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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