O maior de todos!

Pelé, o rei dos oprimidos

O rei Pelé será sempre o maior de todos os tempos, aquele que consolidou o futebol brasileiro no mais alto nível e abriu as portas pra molecada pobre

Pelé - Rei 3 (1)

O rei nos braços do povo – Foto por: reprodução.

No último dia 30 de agosto o Rei Pelé foi internado no hospital Albert Einstein em São Paulo, após uma sequência de exames que haviam identificado um tumor no intestino. Pelé foi então, submetido a uma cirurgia para a retirada do tumor. Até a conclusão desse texto o Rei ainda continuava internado, sendo divulgado pela filha a expectativa de saída nas próximas horas.

Ao que parece a situação de saúde do atleta do século, nunca exigiu tantos cuidados, o que, de certa forma, é plenamente compreensível em se tratando de um senhor de 80 anos de idade. Entretanto, não estamos falando de um senhor qualquer, como se falássemos de um avô de um amigo, em que “somos obrigados” a fingir algum nível de preocupação. Tratamos aqui de uma figura, muito além dos títulos que precedem seu nome, e olha que estes já são gigantescos: o atleta do século, o maior jogador de futebol de todos os tempos! Pelé foi o fenômeno que consolidou o futebol brasileiro como o mais desenvolvido do mundo, aquele que consolidou o futebol em altíssimo nível jogado por pessoas pobres, vindas de um país oprimido, ou seja, praticado em alto nível pelos mais pobres e massacrados.

Pelé, o Edson Arantes do Nascimento, nasceu no interior de Minas Gerais, em Três Corações especificamente, em 23 de Outubro de 1940, apenas 17 anos depois, estaria na Suécia, chamando atenção por sua côr de pele, mas deixando a todos de “queixo caído” com sua atuação na Copa do Mundo na Copa do Mundo de 1958, marcando 6 gols em 4 jogos, inclusive na final e sendo o jogador mais jovem a disputar uma final.

Desde então, o jovem Pelé se tornou o maior fenômeno do futebol em todo o mundo, sempre marcando muitos gols, esnobando um vigor físico e qualidade técnicas nunca antes vistos num mesmo jogador.

Pelé aplicou técnicas diferentes com maestria, como a bicicleta.

O Rei, dos oprimidos

Do ponto em que Pelé se torna uma jovem promessa para um atleta mundialmente conhecido para o gigantesco público do futebol, isso ainda nas décadas de 60 e 70, um aspecto fundamental é diversas vezes mais importante do que ter o melhor jogador. Se trata do desenvolvimento do mais alto nível de futebol, representados num único atleta, e da relação que este esporte tem com as classes mais pobres e oprimidas, no Brasil em primeiro lugar e depois nos demais países oprimidos pelo mundo.

Bem antes do surgimento de Pelé, o futebol brasileiro já vinha demonstrando uma evolução muito grande, desde as primeiras décadas do século XX, passando por um processo de popularização dentro do país, refletindo nos maiores clubes a entrada de jogadores negros, de descendentes de imigrantes, ou seja, de trabalhadores. A seleção brasileira também não tardou a colher os frutos deste avanço técnico tendo as suas primeiras conquistas nas décadas de 20 e 30, culminando com uma já aguardada final em 1950, na primeira Copa no Brasil.

Neste período os clubes brasileiros também começaram a disputar competições internacionais e vencê-las. Assim como a Copa de 50, 54 também foi um acúmulo de frustração pela grande expectativa sobre a primeira grande conquista do futebol brasileiro. E ela finalmente veio 1958, ainda não comandada por Pelé, mas trazendo-o como o diamante, como a jóia “em fase final” de lapidação que estava sendo apresentada em grande estilo para o mundo.

O fato é que a partir da primeira conquista, seguidas pelas conquistas de 1962 no Chile e 1970 no México, essas sim sob a liderança do rei, garantiram o título de melhor futebol do mundo e de país do futebol. Daí em diante, a partir dos grandes feitos da seleção brasileira e do Santos de Pelé, é possível ver mais objetivamente o que representaram para o mundo, para as classes proletárias.

Pelé, que cresceu na pobreza pelas ruas de Bauru (SP), filho de pais trabalhadores e pobres, passou a ser ídolo de pobres tanto no Brasil como fora dele. Talvez até ainda mais idolatrado fora do país. Mas, a questão aqui não é de fama simplesmente, mas sim de perspectiva de vida.

O fato de um jovem vindo de um país pobre – considerando o Brasil de 1950, 60 – e oprimido pelo imperialismo, negro e vindo da pobreza se tornar o maior entre os maiores jogadores de futebol, o esporte mais praticado no mundo, significa, em primeiro lugar, quase que de forma involuntária para um jovem que “se ele conseguiu, eu também consigo” e ainda um espírito de classe “olha lá, é um de nós” uma empatia que ocorre de forma natural entre a classe dos despossuídos.

O drible foi elevado ao máximo nível. Pelé chegava a driblar todo o time rival.

Pelé, é um fenômeno tão gigantesco entre os povos da América Latina, da África e até da Ásia (nos países em que há a cultura do futebol é claro) que chegou a parar uma guerra na África, fazendo o governo local da Guiné, a decretar feriado e pessoas de ambos os lados do conflito irem assistir a partida. As excursões do Santos e da Seleção brasileira pelo continente e pela Europa, sempre tinham casa cheia. Um episódio a lembrar foi a “caçada” pelo milésimo gol em que levou dezenas de milhares de pessoas por vários estádios, fossem torcedores do Santos ou do time rival, só para acompanhar o milésimo gol, que finalmente veio no Maracanã contra o Vasco de Andrada.

Outro aspecto sobre o desenvolvimento do futebol é, Pelé é a representação máxima do futebol arte, do futebol praticado em alto nível técnico e físico. Primeiro, uma referência ímpar para todos o mundo do futebol que veio a partir de então, não só jogadores, mas técnicos, preparadores, etc. Mas, também representou um futuro possível para milhões e milhões de crianças e jovens, que viram a possibilidade de ter “um futuro” no futebol e pode ter um meio para mudar a sua vida e de sua família, a partir de algo que lhe estava acessível, um chão, uma bola e alguns amigos. O suficiente para se desenvolver na arte do futebol.

De forma objetiva, jogadores como Maradona, Messi, Ronaldo, Neymar e tantos outros fenômenos nos campos, poderiam não ter existido sem que Pelé tivesse aberto os caminhos ao futebol arte, ao futebol do mais alto nível técnico e o consolidado. Mas, antes disso, Pelé representa a pobre, vencendo a opressão da dominação de classe, representa a esperança de vencer pelos próprios meios, com dignidade, com altivez, mostrando que é possível vencer nos campos e “melhorar de vida” por ser bom, por ter algo de bom a apresentar para o mundo.

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

Diferentemente de outros portais, mesmo os progressistas, você não verá anúncios pagos aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos de maneira intransigente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Trabalhamos dia e noite para que o DCO cresça, se desenvolva e seja lido pelas amplas massas da população. A independência em relação à burguesia é condição para o sucesso desta empreitada. Mas o apoio financeiro daqueles que entendem a necessidade de uma imprensa vermelha, revolucionária e operária, também o é.  

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com valores a partir R$ 20,00. Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.