Polícia assassina

Mais um trabalhador assassinado pela PM no Rio

PM do Rio assassina trabalhador que ia, às 5h da manhã, trabalhar vendendo vassouras

Diego William - Queimados (1)

Diego assassinado por policiais era vendedor de vassouras – Foto: Reprodução

Na última terça-feira (05), o jovem Diego William da Silva Dias Lima foi assassinado por policiais do 24º Batalhão da PM de Queimados, município da Baixada Fluminense, por volta das 5 horas da manhã, quando saiu de casa para trabalhar, vendendo vassouras.

Diego foi alvejado, pelas costas, por um tiro de fuzil. Segundo familiares, os policiais além de atirarem, sumiram com o corpo do trabalhador, sem que a família tivesse qualquer informação. A notícia trágica só veio horas depois que havia sido levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), aonde foi constatado o seu óbito.

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A Assessoria de Comunicação da PM afirmou que os comandantes do batalhão do qual fazem parte os policiais envolvidos informaram que foram surpreendidos por um grupo de criminosos quando patrulhavam a região e que teria havido uma troca de tiros. Segundo eles, a operação teria apreendido um revólver, 2 granadas, 3 rádios e drogas.

No início da tarde, moradores de Queimados realizaram um protesto contra a ação da polícia e o consequente assassinato de Diego. Vizinhos e amigos mostraram-se inconformados com o crime, pois conheciam muito bem a rotina do jovem e a tentativa de trabalhar e construir sua vida.

Ação regular da Polícia fascista

O assassinato do jovem trabalhador causa grande pesar no público de classe média que acompanha a imprensa burguesa. Entretanto, muito longe de ser algum tipo de exceção que cause igual reação nas camadas mais populares da sociedade, a realidade é que a ação criminosa da polícia é essencialmente regular. Casos como esse ocorrem dezenas de vezes num só dia por todo o país.

As ações criminosas envolvem prisões ilegais forjadas, com provas plantadas ou simplesmente inexistentes, operações nas periferias com alto grau de letalidade, chacinas, adulteração de cenas de crimes, envolvimento direto com as milícias paramilitares nos bairros etc. Ou seja, trata-se de um modus operandi que existe há muito tempo e que vem sendo aprofundado na medida em que aumenta a insatisfação com os produtos das crises capitalistas e a necessidade de conter o crescimento da revolta pelas ruas.

A revolta expressada no protesto na tarde desta terça mostra que a população sabe que o caminho é juntar toda a comunidade e protestar contra essa organização criminosa que é a polícia. Finalmente, esses trabalhadores sabem melhor do que ninguém que a polícia não existe para trazer nenhum benefício ao povo, mas sim garantir os direitos e conforto da burguesia.

O Partido da Causa Operária (PCO) há décadas possui como política o fim da Polícia, que os trabalhadores negros se organizem e se armem para garantir a própria segurança. É a política correta e que é facilmente entendida pelos setores mais esmagados, pois o dia a dia mostra que, para eles, a polícia não representa nada de bom. Pelo contrário, representa opressão, violência e abusos constantes.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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