PSDB e seus convidados

Identitarismo tucano afirma “melhora” na política para negros

Enquanto negros sofrem horrores nas periferias e favelas suas lideranças dizem que as condições de vida melhoraram, só se for para os líderes.

Negros não vivem, Sobrevivem em São Paulo! – Foto: Reprodução

Redação do DCO

A cidade de São Paulo sediou, entre os dias 20 e 22 de novembro passado, a Expo Internacional da Consciência Negra, realizada no Parque Anhembi, privatizado ano passado para a empresa GL Events por apenas R$ 53.740.236,00 na gestão Bruno Covas (PSDB) e de seu vice e atual prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Durante esse evento, o Observatório do Turismo ligado à empresa SPTuris administradora do complexo do Parque Anhembi realizou pesquisa entre os 13 mil visitantes e artistas convidados pelo PSDB como Sandra de Sá, Leci Brandão, MC Soffia e Dexter, conforme aponta a matéria do jornal golpista Folha de São Paulo.

Essa pesquisa mostrou que 42% dos entrevistados acreditam que as políticas públicas para a população negra na capital apresentaram melhora nos últimos quatro anos. Outros 40,7% disseram que se manteve igual, enquanto para 16,7% a situação piorou. E que para 95,5% dos entrevistados o evento foi aprovado e ainda 79% desses se declararam com negros.

Apenas lembrando que a população das periferias e favelas não contam com dinheiro nem sequer para comer. Pagar aluguel, as contas de água e luz então é um luxo.  Muitos se deslocam para o trabalho a pé, pois o que ganham não permite sequer pagar pelo transporte público caríssimo,  não é possível acreditar de forma nenhuma que 82% achem que a política pública melhorou ou se manteve igual nos últimos quatro anos. Isso é pura mentira e das mais flagrantes contra a realidade que vive essa população.

Basta ir aos bairros da periferia, nas áreas de ocupação, favelas e ver as condições sub humanas que esse povo vive. Sem água, com esgoto a céu aberto, expostos à contaminação de todo tipo, sem atendimento médico e medicamentos, sem transporte público. Os serviços das operadoras de celular não chegam nesses locais ou então são péssimos os acessos.

Vivem isolados do mundo, sem transporte e comunicação, sem amparo nenhum do estado, e querem que acreditemos que estão satisfeitos com essa vida desgraçada que tem. Só pode ser zombaria dizer que uma pesquisa mostrou que as condições melhoraram.

Em outro planeta talvez. Mas aqui neste país de miseráveis, de forma nenhuma observamos melhoria nenhuma, pelo contrário, cada dia está pior para todo mundo, menos para os burgueses imperialistas. Para estes sim tudo está melhorando, a riqueza deles continua crescendo, mas para o povo, principalmente os negros, tudo vai de mal a pior.

Também é possível verificar, através das estatísticas do próprio estado burguês, que a população carcerária cresce a cada dia. E essa população, hoje composta por quase 800 mil presos, cerca de 40% não possuem sentença de condenação e por volta de 80% são negros ou pardos. Também que todos são pobres. O colarinho branco não faz parte dessa população, apenas a classe trabalhadora mesmo.

E ainda tem a situação do tratamento que a polícia, civil ou militar, dá a essa população, que é na porrada, sem direitos, e o número de mortes por policiais nas favelas e periferias é outro dado crescente, são cerca de 7 mil por ano, e 2 mil crianças. Nem as crianças escapam da violência da polícia nos locais de moradia dos trabalhadores, basta ver o número de mortos em genocídios, nas favelas, como em Heliópolis, Carandiru, na Rocinha, no Salgueiro e na Candelária, apenas citando os que tiveram maior repercussão na mídia. Tantos outros ocorrem diariamente nas periferias do país.

Com tudo isso, ainda somos obrigados a conviver com o identitarismo, que tem por objetivo passar pano na dura realidade dos negros, mulheres e LGBTs, e todos os setores ainda mais marginalizados da sociedade.

Essa política é utilizada pelos monopólios imperialistas com o objetivo de minimizar o impacto negativo que causam as condições sub humanas que vivem essa parcela de trabalhadores no conjunto da sociedade. Assim procuram fazer de conta que estão fazendo alguma coisa por eles.

Escolhem alguns poucos que se destacam nos meios que vivem, nas profissões, nas artes, nos estudos, etc, e “adotam” esses com visibilidade nas mídias, com prêmios, bajulações e tudo mais, para que o conjunto das massas pensem que todos têm oportunidades iguais. Mas realmente fica escondido o fato de que apenas os “escolhidos” pelo capital chegam a um lugar mais alto na “cadeia alimentar”.

De todas as farsas que o capitalismo apresenta para a sociedade, tentando esconder a realidade concreta que é a miséria que está submetida a classe trabalhadora, essa seja uma das mais prejudiciais ultimamente, e vem dando resultado para o capital, pois em todo o mundo assistimos cenas onde os líderes desses movimentos populares, dessas categorias de excluídos estão capitulando e com isso enfraquecem tais movimentos que deveriam lutar para pôr fim a todo tipo de exploração que o capital faz contra o trabalho. Garantem assim uma sobrevida ao regime capitalista, quando deveriam estar lutando para o seu fim definitivo. 

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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