O povo faz sua defesa

Fim da PM, formação de milícias populares armadas!

Para acabar com as torturas diárias e os massacres, a população deve formar e controlar suas próprias milícias

Bandeira do Coletivo de Negros João Cândido- PCO, que luta pelo fim da PM – Foto: Reprodução

Redação do DCO

A Polícia Militar comete diariamente barbaridades contra a população, sobretudo contra o povo negro e os oprimidos das comunidades e favelas.

Na noite da última terça-feira, 30, o BOPE, o destacamento mais fascista da corporação, invadiu uma ocupação com mais de 900 pessoas, a ocupação Nova Esperança de Campo Magro, localizada na região metropolitana de Curitiba, às 23h, atirando por todos os lados, fechando as entradas da comunidade, lançando gás lacrimogêneo, tiros de borracha, muito terror. A ação resultou na morte de um morador e feriu uma jovem de 15 anos que estava grávida.

Esse é mais um ataque dentre centenas de ações fascistas cometidas por essa milícia da burguesia pelo Brasil afora.

Só nesse trágico período de pandemia, na qual as maiores vítimas são as comunidades mais pobres que também são alvos da polícia fascista, já tivemos o massacre de Jacarezinho e no Complexo do Salgueiro, no Rio de Janeiro, com dezenas de mortos e torturados. Ainda nessa última semana, na região de Vila Prudente, zona leste de São Paulo, a imprensa registrou um policial militar carregando de forma humilhante um cidadão algemado na mota sendo arrastado.

A Polícia Militar do Brasil, que na última década já matou mais de 200 mil pessoas, tem origem no século 19 com a chegada de D. João VI e a Família Real ao Brasil, em 1808, para fazer a guarda real como havia em Lisboa. Daí em diante, foi sendo introduzida nas províncias(os atuais estados da federação) e sua história foi marcada por muita tortura e sangue, sempre servindo e protegendo a burguesia brasileira contra a revolta do povo.

As polícias no Brasil não proporcionam segurança. Tanto a Polícia Civil quanto a Militar são preparadas para matar e torturar a população pobre e explorada da sociedade.

Para acabarmos com as frequentes torturas e mortes praticadas por essas polícias, sobretudo a Polícia Militar, é preciso acabar com essas corporações e adotar as milícias populares. A ideia de desmilitarizar a corporação, torná-la regionalizada, proposta defendida pela esquerda pequeno-burguesa, essa “esquerda quinta-coluna”, não serve. A proposta que colocará um fim às ações fascistas dessa corporação é a milícia controlada pelo povo, pelos moradores do bairro, que serão treinados e eleitos pela própria comunidade, para quem essas milícias prestarão contas durante as assembleias populares.

Até o momento de adotarmos essas milícias populares, o povo precisa ter o direito de se armar, um direito democrático, e formar comitês de autodefesa para se proteger dos seguidos ataques da burguesia armada através de suas polícias.

As milícias populares (formadas, treinadas, eleitas e controladas pelo povo) não serão as mesmas milícias que hoje tocam terror(praticam extorsão e fazem o povo de refém) nas grandes cidades, pois essas milícias são formadas por ex-policiais, ex-militares, dentre outros agentes da corporação criminosa que formou esses soldados para massacrar a população, o que prova que apenas a desmilitarização dessas corporações fascistas não resolverá o drama do povo brasileiro.

As milícias populares prestarão serviços à comunidade, pois elas serão formadas por cidadãos comuns, armados, mas a serviço da maioria da população. Temos vários exemplos benéficos de milícias populares em Cuba e na antiga União Soviética, os quais incluíram também mulheres e jovens em suas organizações.

Em 2009, na Venezuela, o presidente Hugo Chávez, quando estava criando a Milícia Nacional Bolivariana da Venezuela, disse que “A Milícia deve ser o povo em armas e isso é uma missão absolutamente revolucionaria”. O presidente venezuelano, no seu enfrentamento contra o imperialismo americano e o estado burguês daquele país, conseguiu abrigar nas milícias populares os operários, pescadores, jovens, estudantes, professores, índios, dentre outros segmentos da sociedade para defender de forma democrática a população e de fato proporcionar segurança para o povo, que continua impedindo as invasões imperialistas.

Diante de nossa tragédia diária de torturas e assassinatos provocada pelas polícias e principalmente pela Polícia Militar, é necessário pôr fim a todas elas e criar as milícias populares, a fim de que todo o Estado arbitrário a serviço da burguesia tenha um fim e as comunidades possam começar um trabalho que as leve a uma sociedade que garanta mais saúde, educação, segurança, lazer e emprego.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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