Menos "pai João" e mais luta

Crise econômica e desemprego afetam ainda mais os negros

O movimento dos negros está inserido na luta mais geral que é contra o capitalismo. Para acirrar a luta é preciso unir-se aos trabalhadores

desemprego

Negros sofrem mais com o desemprego e injustiças sociais – Foto: Reprodução – Correio Brasiliense

Foi apresentado no dia 18 de novembro, pela Codeplan (Companhia de Planejamento do Distrito Federal) e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), os dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) do Distrito Federal, por ocasião do dia da consciência negra em 20 de novembro. Os resultados repetiram a tendência nacional que é que a população negra é a mais prejudicada com o desemprego.

A PED avaliou o primeiro semestre de 2021 e constatou que a população preta e parda correspondiam à maioria da população em idade ativa (PIA), foram 61,7% dos moradores e um total de 1.552 mil pessoas. As mulheres negras são 32,7%  e homens negros 29%.

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Também a força de trabalho apresentou-se majoritariamente negra, com 63,9% superando o índice da PIA de 61,7%. Homens negros integrados à PEA (População Economicamente Ativa) foram 33,3%, enquanto que as mulheres foram apenas 30,6% que se integraram à PEA.

Houve redução da participação da população negra no mercado de trabalho entre o primeiro semestre de 2019, antes da pandemia, e o de 2021, de 69,9% para 63,9% da PEA, revelando o desnível entre negros e brancos no mercado de trabalho.

Não só são mais demitidos, como também têm maior dificuldade em conquistar novas vagas, mesmo tendo qualificação e experiência anteriores. Essa situação afeta significativamente os jovens e adultos, sobretudo os negros, mas também toda a população  do Distrito Federal, já que são os sustentáculos das unidades familiares.

Tanto a crise da economia como a da pandemia são consequência da política neolibeal que é adotada em todos os países, inclusive no Brasil. Com a necessidade do sistema capitalista em manter taxas de lucro crescentes, os ganhos da classe opositora, a dos trabalhadores, tende a ficar cada vez menor, gerando crises de superprodução e as mercadorias ficam nas prateleiras sem compradores.

Diante desse quadro, com menos recursos para os trabalhadores, com mais falências, o desemprego afeta o setor mais oprimido do sistema. Nele se encontram os negros em sua grande maioria e as mulheres, que pagam um preço ainda maior pela crise.

Essa é a natureza da política neoliberal, retirar a riqueza de uma classe, a trabalhadora, e transferir para a outra, os capitalistas, elevando a concentração do capital nos patamares mais altos da história desse sistema. O que evidencia que ele já não dispõe de muito fôlego para sobreviver, chegando a hora da classe mais numerosa assumir o controle e organização do sistema.

É a política de gerar miséria, fome, baixas condições de sobrevivência dos trabalhadores, para garantir o crescimento da riqueza para a cada vez menor parcela da população multimilionária, os capitalistas imperialistas. E mesmo os capitalistas de menor porte sofrerão em algum momento, os efeitos da perda de remuneração a favor do grande capital.

Portanto, é necessário que esses setores mais oprimidos, principalmente os negros, mulheres, LGBTs e os trabalhadores se organizem em conselhos populares, nos bairros, escolas e empresas, para lutar por melhores condições de vida, de emprego e salários. E com isso ocupar as fábricas e demais instituições do estado burguês, estabelecendo o controle social total do estado e da vida da nação.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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