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Celibatários Involuntários

Os incels e a sua origem nas relações sociais do capitalismo

Personagens de uma das comunidades mais hostis da internet, os Incels apresentam uma peculiar aversão e agressividade às mulheres e uma forte simpatia à extrema direita

© Incel, Never inside. – Montagem: Equipe Pró Cultura

O fenômeno dos incels já é algo que boa parte da juventude que possui acesso à internet já conhece, normalmente reconhecidos pela sua misoginia e pela sua ideologia de extrema-direita, normalmente anarcocapitalista ou cristã conservadora.

O adjetivo incel vem das palavras em inglês involuntary e celibates, que no português significa celibatários involuntários. Num sentido geral, é uma subcultura virtual que agrupa homens que se definem incapazes de encontrar uma parceira romântica, apesar de desejarem ter uma.

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Seu habitat natural é o 4chan, é onde normalmente estão presentes em maior número, suas discussões são caracterizadas pela enorme carga de misoginia, misantropia, ociosidades, extravagâncias sexuais, racismo, auto-ódio ou auto-piedade e várias outras discussões que demonstram o caráter decadente da subcultura.

O termo foi usado pela primeira vez em um site de discussões criado por uma universitária canadense, que durante a época era apenas para relatos sobre pessoas que passavam por uma certa inatividade sexual, comentando sobre relações, experiências e etc.

Há, para algumas correntes de incels, a crença de que todos os homens têm direito ao sexo e há uma extrema objetificação da mulher, onde o sexo feminino é visto como um objeto de posse que não deveria possuir o direito de rejeitar um homem, daí vem o ódio dos incels aos movimentos que reinvindicam os direito das mulheres.

Outras “escolas” de incels (se é que podemos chamar assim), alimentam a ideia de que as mulheres de hoje tem uma preferência inerente por homens que seguem o estereótipo do galã rude e seguidor das tendências do momento, frequentemente essas figuras são as mesmas que fazem bullying nas escolas, e na terminologia dos incels são comumente chamados de Chads, alcunha que se tornou uma espécie de elogio na comunidade da internet. Como os incels são em sua maioria jovens, podemos pensar nessas definições dadas num ambiente escolar, o que é frequente.

Apesar de não ser uma condição psicológica, problemas psicológicos e incels estão muito interligados, já que é uma subcultura de homens heterossexuais extremamente anti-sociais, com problemas em relação à própria aparência, depressivos e, em alguns casos, até mesmo psicóticos e suicidas.

Protagonistas de massacres escolares são frequentemente incels , como em 2014 quando o estudante Elliot Rodger, que se auto-proclamava um, realizou um massacre em uma universidade da Califórnia que resultou na morte de 6 pessoas e que feriu mais 14. Em 23 de Abril de 2018 também houve o caso de um ex-militar canadense chamado Alek Minassian, que também se identificava como incel que atropelou 10 pessoas em Toronto, momentos antes do ataque ele chamou uma “rebelião incel” em suas redes sociais.

Uma das possibilidades da alta existência dos incels no Canadá pode se dever à vários fatores, o maior é a crise econômica e social do capitalista que afeta todo o mundo, e há, também, outros fatores secundários, como a falta de sol durante os longos invernos do extremo norte no planeta (já que é comprovado que falta de vitamina d pode causar depressão), a ociosidade da classe média canadense, que em momentos de inverno tende à ficar de férias e mais tempo isolado em casa. 

Os incels também existem no Brasil, em várias redes sociais pode-se encontrar a subcultura, eles são muito parecidos com os do Estados Unidos ou do Canadá, e costumam utilizar frases misóginas como “muié na net” (uma forma de rebaixar a capaciade as mulheres de fazerem coisas básicas como usar a internet, ou “cuié é lerda” (leia-se mulher é merda), formas de atacar o sexo feminino sem serem banidos das suas redes sociais.

Houve recentemente o caso de Guilherme Alves da Costa, um jovem paulistano que assassinou a facadas a jogadora profissional de Call of Duty, Ingrid Sol. Guilherme escreveu um livro chamado “meu dicionário” onde tenta explicar suas crenças e demonstra uma ideologia extravagante, com elementos de proximidade com o fascismo, indicativos disso são passagens que diziam coisas como “a pessoa usuária de drogas deveria ser exterminada desse planeta”, também demonstra uma natureza anti social, extremamente confusa e revoltada com a atual ordem social.

Os incels são um produto do estado falimentar do capitalismo atual. Os valores do capitalismo acabam por transformar as relações sociais em um mercado, e frequentemente vemos que os indivíduos que se tornam incels são pessoas oriundas de ambientes sociais desestabilizados pela pobreza, por problemas familiares, drogas e entre outros fatores relacionados à decadência social capitalista, o que acaba por deixa-los em desvantagem no mercado das relações sociais. A incompreensão dessa realidade e dos fatores que a causaram leva esses indivíduos a atribuir a culpa às mulheres, que aparecem como causador imediato do seu fracasso no mercado social.

É fato que a maneira que são conduzidas as relações entre os indivíduos não está certa, visto que temos fenômenos como esses e muitos outros se multiplicando em ritmos alarmantes na sociedade atual, sendo assim, os incels são um grupo que busca, mesmo que de maneira errada, a ruptura com a atual ordem das coisas no campo social. Esse fator, que não é compreendido por muitas pessoas, dada a natureza escabrosa das ideologias dos incels, leva setores a erroneamente legitimar a atual ordem das coisas, que claramente não é correta, o que podemos ver através da existência de fenômenos como o dos incels e o alto volume de indivíduos com problemas de saúde mental.

Essa situação lembra um dos erros que a esquerda pequeno-burguesa comete ao lidar com a extrema direita, que da mesma maneira que os incels, procura romper com a atual ordem das coisas, também de maneira errada e norteada por ideologias absurdas. A esquerda comete o mesmo erro que se comete com os incels com a extrema direita, legitimando a ordem social vigente, a democracia burguesa, para se opor à extrema direita, como vimos em casos como o da frente ampla, onde vimos lideranças da esquerda elogiando indivíduos como Joe Biden e João Dória, dando a eles títulos como o de direita civilizada.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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