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A coisa está feia

Adultos de chupeta: a “regressão” não é só de idade

Sabemos que para muitos, a infância é um período proveitoso e despreocupado da vida, mas o que passou passou e já não volta mais. Mesmo sabendo disso, tem gente que não aceita

Adultos em sua “Regressão” – Reprodução

Os fenômenos que ocorrem na classe média decadente não param de nos surpreender. Recentemente a imprensa burguesa deu destaque a um destes fenômenos, trazendo à tona uma comunidade de “regressão infantil”.

Chupetas? Temos. Ursos de pelúcia? Com certeza! Fraldas? Claro, porque não? A lista vai ao infinito. A comunidade de “age regression” —  termo que, diga-se de passagem, denuncia que o movimento veio dos Estados Unidos, o pai de diversas bizarrices — consiste em adultos que se comportam como bebês. Esse ato é chamado de “regredir” e essas pessoas (os “littles”) tiram um tempo de seu dia para colorir, ver desenhos infantis e… bom, fazer tudo o que bebês e crianças fazem.

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Algumas pessoas vão um pouco mais longe. Os chamados “caregivers”, ou cuidadores, são os responsáveis por “olharem as crianças”. Incentivos, risadas, conselhos — fazendo basicamente tudo que uma babá faz. Eis um exemplo, segundo matéria de Letícia Simionato no UOL:

Laura tem 19 anos e mora em Valinhos (SP). Ela afirma que suas regressões são involuntárias e nem sempre trazem sensações boas, mas que são necessárias para si porque a fazem lidar melhor com traumas e sentimentos ruins. Seu caregiver, que mora no Rio de Janeiro, tem 18 anos e não quis se identificar, é um amigo que conheceu na internet e o responsável por interagir com Laura até que esta pegue no sono.

“Cuidado para não se machucar”; “não bota o mordedor muito fundo senão vai passar mal”; “não pode colocar a boneca na boca, só o tetê”. São algumas frases ditas pelo amigo de Laura enquanto ela regredia. Ela fazia diversos sons guturais e soltava palavras indistinguíveis. “Consegue falar buraco?” — “o caco”. “Qual música está cantando?” — “vilaéamo”, etc.

Existem também aqueles que encaram a atividade como um passatempo, admitindo que não precisam realmente daquilo. Indo mais a fundo, é  possível encontrar lojas online com produtos específicos que estimulam a regressão.

Os littles também se reúnem em uma comunidade. Utilizando a rede social Discord, interagem uns com os outros de forma infantilizada, reunindo-se para desenhar, cantar, assistir desenhos ou jogar Gartic e Minecraft. Foram também criadas escolas virtuais — uma delas com mais de 80 alunos — onde turmas são divididas e, de segunda a sexta, o “tio” da vez passa atividades para seus littles realizarem.

No meio disso tudo não poderia faltar o sempre presente fetiche. O chamado ageplay é o nome dado para a prática de relações sexuais na qual as pessoas agem ou tratam a outra como se esta tivesse uma idade menor.

Apesar da tentativa de “especialistas” de defender a regressão, os próprios littles admitem que essa prática é uma forma de fuga da realidade. “Depois de sair do meu mundinho cor-de-rosa, fico recuperada”, afirma uma mulher de 27 anos que não quis se identificar. Existe uma ideia no sentido de normalizar a prática, considerando que ela não é bem vista e, no caso do ageplay, associada com a pedofilia.

Algumas pessoas associam isso única e exclusivamente à chamada “geração Z”, ou seja, pessoas nascidas entre os anos 2000 e 2010, não atrelando isso a mais nenhum fator dentro da sociedade. O grupo consultado, entretanto, reunia pessoas de até 40 anos que, em geral, não se identificam.

É preciso esclarecer que a regressão é mais um item da extensa lista de fenômenos escatológicos saídos da classe média, em geral estadunidense. Estes fenômenos aparecem no Brasil com um atraso de alguns anos e estão cada vez mais frequentes. 

Entretanto, é preciso ressaltar que a “regressão” não é um elemento solto no espaço, O ato não é algo que se espera de um adulto que esteja em plena capacidade de uso de suas faculdades mentais, ou ao menos não deveria ser. Tudo isso é produto de uma decadência que cresce progressivamente a mais de um século, afetando o sistema capitalista em todos os seus aspectos. Isso, em conjunto com a piora sistemática da vida e da condição psicológica das pessoas, também fruto dessa decadência, nos proporciona cenas e relatos bizarros como os presentes nessa matéria.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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